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terça-feira, 9 de agosto de 2016

As vantagens da técnica que deixa os atletas com círculos vermelhos na pele

A Olimpíada mal começou, mas observadores atentos já perceberam estranhos círculos vermelhos espalhados nos corpos dos atletas - entre eles o nadador Michael Phelps, que acabou de ganhar sua 23ª medalha na história dos Jogos.
 
Mas o que são essas marcas?
 
Não se trata de tatuagens ou machucados. Tampouco de madrugadas animadas na Vila Olímpica. Os círculos vermelhos são resultado de uma prática conhecida como ventosaterapia, uma forma milenar de medicina alternativa que emprega ventosas.
 
E como ela é realizada?
 
A técnica, que é uma forma de acunputura, consiste em acender líquido inflamável dentro de copos redondos de vidro (uma vez que a chama se apaga, forma-se um vácuo parcial no interior do copo) ou realizar uma sucção negativa com auxílio de "copos" de acrílico e uma pistola/bomba de succção específica.
 
A diferença entre a pressão interior e exterior acaba por gerar uma força de sucção, estimulando o fluxo sanguíneo e deixando os círculos vermelhos, que desaparecem em alguns dias.
 
Por que os atletas recorrem à técnica?
 
Atletas dizem que recorrem à técnica para reduzir dores e ajudar com a recuperação da fadiga dos treinos e das competições constantes.
 
Há também uma série de outras técnicas de recuperação que os atletas usam - incluindo massagem, sauna, banhos de gelo e compressas -, mas o ginasta americano Alex Naddour afirmou ao jornal USA Today que a ventosaterapia era "melhor do que qualquer dinheiro que eu gastei em qualquer outra coisa".
 
"Esse é o segredo que eu guardei durante todo este ano e me deixa saudável", afirmou Naddour ao jornal, acrescentando que a técnica lhe poupou de "muita dor".
 
Seu técnico, Chris Brooks, afirmou, por sua vez, que a equipe começou a aplicar a técnica em si mesma, sem ajuda de terceiros, com copos de vidro que geram sucção com uma bomba em vez de uma chama.
 
"Às vezes você diz: 'Estou dolorido aqui'", disse Brooks. "Daí você faz uso da técnica ou pede ajuda para o colega".
 
As marcas visíveis no corpo de Phelps enquanto ele competia no revezamento 4x100m estilo livre, no domingo, fizeram com que usuários nas redes sociais especulassem sobre o que os círculos vermelhos poderiam ser.
 
Quem mais recorre à técnica?
 
O uso da ventosaterapia não é exclusivo dos atletas. A prática ganhou adeptos também entre estrelas de Hollywood. Em 2004, a atriz americana Gwyneth Paltrow apareceu em um lançamento de um filme com as marcas nas costas. Justin Bieber, Victoria Beckham e Jennifer Aniston também já foram fotografados ostentando os mesmos círculos avermelhados.
 
Não machuca?
 
O Conselho Britânico de Acunputura (BAcC, na sigla em inglês) diz que a ventosaterapia não é dolorida e que as marcas vermelhas deixadas sobre a pele são causadas pelo sangue sendo puxado para a superfície e pela ruptura de pequenos vasos sanguíneos.
 
Por outro lado, o nadador Michael Phelps foi filmado se contorcendo enquanto se submetia à terapia em uma imagem recente. Outros atletas postaram fotos do que parecem ser sessões doloridas de ventosaterapia nas redes sociais.
 
A nadadora norte-americana Natalie Coughlin postou uma foto das ventosas em seu peito - com as palavras: "Rindo porque dói tanto" - e outra foto em que se veem os resquícios da terapia no seu corpo.
 
O nadador bielorrusso Pavel Sankovich também postou uma foto com suas pernas cobertas por uma dúzia das pequenas cúpulas.
 
O BAcC adverte que em "raras ocasiões" as ventosas quentes podem causar queimaduras leves. A entidade publicou regras de conduta para a ventosaterapia e aconselha as pessoas a só frequentarem profissionais devidamente treinados que sejam membros credenciados.
 
Qual é a sensação?
 
Para testar a técnica, a BBC News fez uma visita a Jackie Longo, praticante de medicina tradicial chinesa, no centro de Londres, que autoaplica a terapia uma vez por semana.
 
A sensação principal é de tensão, pressão e calor nos locais onde a cúpula é colocada - algo um pouco desconfortável, mas não doloroso.
 
A visão da pele sendo sugada em uma ventosa de vidro pode ser alarmante para um novato, mas parece muito pior do que é de fato.
 
Uma vez que as ventosas são retiradas - após cerca de 10 minutos -, a sensação de calor permanece por um tempo.
 
Será que ela realmente funciona?
 
Praticantes alegam que a terapia ajuda com problemas musculares, alívio da dor, artrite, insônia, problemas de fertilidade e celulite.
 
Long, que tem praticado a ventosaterapia há 20 anos, diz que a ideia é ajudar o fluxo de energia - conhecido na medicina tradicional chinesa como "qi" - em torno do corpo, e reequilibrar o seu equilíbrio - "ying e yang".
 
Quanto mais escura a marca deixada pelo domo, diz, mais pobre é a circulação do sangue naquela parte do corpo.
 
Como isso começou?
 
A ventosaterapia teve origem na China cerca de 3 mil anos atrás, mas também se tornou popular no Egito, no Oriente Médio e em todo o mundo.
 
Antes das cúpulas de vidro, outras, de bambu, eram usadas para o mesmo fim. A técnica é conhecida em mandarim como "Huo guan", que significa "escavação de fogo" e é muito popular na China entre as gerações mais velhas, diz Lon.
 
Há também uma técnica conhecida como "ventosaterapia molhada", que é feita na China e em algumas partes do mundo muçulmano - onde é chamada de "Hijama". Trata-se de fazer um pequeno corte na pele antes de colocar as ventosas. A sucção retira uma pequena quantidade de sangue. Long diz que muitas pessoas nos países ocidentais acham essa variedade "difícil de aceitar", mas explica que ela é vista na medicina chinesa como um tipo de desintoxicação e é muito popular.
 
Fonte: Bem Estar - G1

Post Scriptum

Como pós-graduado em Acupuntura tenho utilizado a técnica de Ventosatera ao longo do tempo com grande eficácia e satisfação em situações dolorosas, sobretudo em dores de coluna e neurortopédicas, mas também pode ser utilizada em inúmeras outras situações de desequilíbrio corporal.

quarta-feira, 13 de novembro de 2013

Pai constrói prótese de mão para o filho usando impressora 3D

Assistindo a vídeos na internet o pai de Leon McCarthy, morador de Marblehead, Massachusetts (EUA), aprendeu a construir uma prótese para a mão do filho usando uma impressora 3D. O garoto nasceu sem os dedos da mão esquerda.
 
Usando a impressora da escola, o pai gastou apenas 10 dólares em materiais e criou uma mão mecânica para Leon. A economia foi de cerca de 30 mil dólares.
 
Vejam o vídeo!!!
  

 

sábado, 31 de agosto de 2013

Próteses personalizadas podem aumentar a autoestima de amputados

 
Um projeto do Reino Unido intitulado “Alternative Limb” quer ajudar amputados a se adaptarem com as próteses, e até mesmo, se sentirem elegantes com elas, por meio da personalização.
 
Perder um membro do corpo pode ser um evento angustiante para os pacientes, o que afeta a imagem corporal e, portanto, a autoestima. Um projeto do Reino Unido intitulado Alternative Limb quer ajudar amputados a se adaptarem com as próteses, e até mesmo, se sentirem elegantes com elas, por meio da personalização.
  
 
O projeto fundado por Sophie de Oliveira Barata, graduada da Universidade de Artes de Londres, especializada em efeitos especiais para cinema e televisão, permite que os pacientes de amputação personalizem as próteses convencionais de forma criativa. Eles podem criar seus próprios membros sob medida, transmitindo aspectos de sua personalidade e, ao mesmo tempo, ajudando-os a permanecer na moda.
 
Peças criativas já foram confeccionadas como, por exemplo, uma “perna stereo” que possui alto-falantes embutidos, uma opção legal para quem gosta de música. Já para um ex-soldado a escolha foi de um design anatômico modular, e para uma jovem mãe, uma prótese cheia de flores.

 
O estúdio também produz membros de aparência realista para aqueles que querem reconstruir sua aparência anterior.
 
Os interessados podem acessar o site do projeto e preencher um formulário, onde pode encontrar a média de valores que deseja investir. Eles variam de 3 mil a 15 mil libras, o equivalente a 9 mil e 40 mil reais, um preço não muito acessível.

 
 
Fonte: Alternative Limb Project

terça-feira, 30 de julho de 2013

Conheça a bandagem terapêutica, método japonês que recupera lesões

Técnica criada no Japão há mais de 25 anos, a bandagem terapêutica, também chamada de Therapy Taping, é cada vez mais usada no Brasil, especialmente em casos de recuperação de lesões musculares e de má formação congênita de membros. Segundo o fisioterapeuta Nelson Morini, da Reactive, o método trabalha a partir do sistema tegumentar, do qual fazem parte a pele e seus anexos, como os pelos. “A pele interfere diretamente nas funções fisiológicas do corpo humano, pois seus sensores se comunicam com os sistemas abaixo dela, como o muscular e o circulatório”, explica ele, que trouxe o tratamento para o país em 1998 e é presidente da Therapy Taping Association.

De acordo com o resultado desejado, mudam a posição, a direção, a tensão e o corte da bandagem. O fisioterapeuta afirma que a técnica pode ser usada por qualquer faixa etária, desde que se respeite a pele mais frágil de bebês e idosos. “Nesses casos, usa-se a bandagem com pouca ou nenhuma tensão”, ensina ele. Atletas e pessoas com dores musculares também se beneficiam do método. “O tratamento funciona até para feridas que custam a fechar. Colocamos a bandagem ao redor da área atingida, a fim de aumentar a circulação no local e estimular a cicatrização”, garante Nelson.

A bandagem usada pelo profissional é importada da Coréia e é feita em algodão e elastano, com uma cola de acrílico que permite sua fixação. “Um material de boa qualidade é hipoalergênico porque cada fio de elastano é envolvido por um de algodão. Além disso, o tecido é poroso e permite que a pele respire”, conta Nelson. Em média, a bandagem fica aplicada por um período de três a cinco dias, sendo substituída por uma nova. “O número de trocas vai depender do tempo de uso, que varia de acordo com a gravidade da lesão. Pode durar de duas semanas a seis meses”, acrescenta ele.

Uma vez aplicada a bandagem, é recomendável que o paciente aguarde meia hora antes de fazer qualquer atividade que envolva água ou suor. Depois desse período, a cola seca, o material adere à pele e a pessoa fica liberada para levar uma vida normal. “Uma das vantagens do método é não limitar os movimentos. Dá para tomar banho e fazer exercícios como nadar e correr”, assegura Nelson.
 
Menos 50% de tensão, por exemplo, serve para estimular a musculatura, enquanto mais 50% de tensão funciona para corrigir alguma coisa. “Um caso em que usamos mais 50% de tensão é o de crianças que nascem com os pés tortos. Já menos 50% de tensão ajuda a diminuir a rigidez de um músculo após um derrame”, diz Nelson.
 
Fonte: Bem Estar GNT

quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

Prestação de Serviço Multiprofissional para a oferta de Acupuntura

O plenário do COFFITO por meio de seu representante no Conselho Nacional de Saúde - CNS elaborou e apresentou uma minuta de resolução que normatizará junto a Agência Nacional de Saúde - ANS a prestação de serviço multiprofissional para a oferta de acupuntura. A referida resolução foi aprovada na última reunião do CNS por unanimidade, em 12 de dezembro de 2012.
 
Após aprovação no CNS a resolução foi encaminhada para assinatura do Ministro da Saúde, Dr. Alexandre Padilha. Certamente, o Ministério da Saúde que já editou a portaria 971 que trata de forma multiprofissional da Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares (PNPIC), no Sistema Único de Saúde, não deixará de atender a mais esta solicitação legítima do CNS que, beneficiará ainda mais o bem estar e a saúde da população brasileira.
 
 
CONSELHO NACIONAL DE SAÚDE
 
RESOLUÇÃO 463/2012 DE 12 DE DEZEMBRO DE 2012.
 
 

O Plenário do Conselho Nacional de Saúde, em sua Ducentésima Quadragésima Reunião Ordinária, realizada nos dias 11 e 12 de dezembro de 2012, no uso de suas competências regimentais e atribuições conferidas pela Lei nº 8.080, de 19 de setembro de 1990, pela Lei nº 8.142, de 28 de dezembro de 1990 e pelo Decreto nº 5.839, de 11 de julho de 2006.

 

Considerando o principio do livre exercício profissional, estabelecido no Art.5º Inciso XIII da Constituição Federal de 1988;

 

Considerando oDecreto Presidencial no 5.753, de 12 de abril de 2006 que referenda aAcupuntura como patrimônio cultural intangível da humanidade pela UNESCO em 17de outubro de 2003;

 

Considerando a Portaria MS nº 971, de 3 de maio de 2006, que aprova a Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares (PNPIC) no Sistema Único de Saúde;

 

Considerando as Recomendações do CNS nº 027, de 15 de outubro de 2009, n° 05, de 12 de Abril de 2012 e a de n o 010, de 11 de agosto de 2011;

 

Considerando o que preconiza a Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares, aprovada pelo Conselho Nacional de Saúde, pactuada na Comissão Intergestores Tripartite e implementada pelo Ministério da Saúde, que prevê a utilização multiprofissional da Medicina Tradicional Chinesa, no que concerne à Acupuntura;

 

Considerando a relevância social da saúde e a abrangência das coberturas prevista na Lei 9656/1998, a necessidade de garantir o acesso e a utilização de ações e cuidados de saúde de qualidade a todos os brasileiros e brasileiras e a obrigatoriedade das empresas de planos e seguros de cumprir a legislação vigente;

 

Considerando que as práticas integrativas questionam o modelo biomédico, sintomático, curativo praticado largamente na rede assistencial das empresas de planos e seguros desaúde.

Resolve:
 
 
1. Deliberar que a Agencia Nacional de Saúde Suplementar - ANS, responsável pela regulamentação da relação entre operadoras de plano de saúde, prestadores de serviço e usuários, normatize a oferta da acupuntura, em seu formato multiprofissional, incluindo os profissionais de nível superior que prestam serviço à assistência suplementar com especialidade em Acupuntura, reconhecida pelos seus respectivos Conselhos Federais (Fonoaudiólogos, Fisioterapeutas, Cirurgiões Dentistas, Terapeutas Ocupacionais, Enfermeiros, Farmacêuticos, Psicólogos e Nutricionistas), no quadro de profissionais credenciados pelas empresas de planos e seguros, de acordo com o que prevê a legislação em vigor, Portarias do Ministério da Saúde nº 971, de 03 de maio de 2006 e a nº 154, de 18 de março 2008.
 
2. Deliberar que ao implementar políticas ou programas de saúde referentes às praticas integrativas e complementares em saúde, em especial com a oferta de ações e serviços de acupuntura, que a contratação de profissionais sejam por meio de concurso público ou outros, de forma multiprofissional, em todos os níveis de assistência, de acordo com o preconizado pela Política Nacional de Práticas integrativas e complementares no Sistema Único de Saúde.
 
Alexandre Rocha Santos Padilha
Presidente do Conselho Nacional de Saúde
 
Homologo a Resolução CNS Nº XXX, de 12 de dezembro de 2012, nos termos do Decreto de Delegação de Competência de 12 de novembro de 1991.
 
Fonte: COFFITO