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sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

Acupuntura oferece proteção prolongada contra estresse

A acupuntura reduz significativamente os níveis de uma proteína ligada ao estresse crônico.

O estudo pode ajudar a explicar a sensação de bem-estar normalmente relatado pelas pessoas que fazem tratamentos com essa técnica chinesa milenar.

"Já se sabia há muito tempo que a acupuntura reduz o estresse, mas este é o primeiro estudo a mostrar uma prova molecular desse benefício," diz a Dra. Ladan Eshkevari, da Universidade Georgetown (EUA).

Neuropeptídio

Eshkevari explica que decidiu fazer o estudo porque muitos dos pacientes tratados com acupuntura no seu hospital, sobretudo contra dores, relatam uma "sensação geral de bem-estar - e eles frequentemente relatam estar sentindo menos estresse".

Embora a Organização Mundial da Saúde (OMS) declare que a acupuntura é benéfica como terapia adjunta em mais de 50 doenças, incluindo o estresse crônico, a pesquisadora conta que queria uma explicação biológica para isso.

Então ela fez um experimento para medir o efeito da acupuntura sobre os níveis no sangue do neuropeptídio Y (NPY), um peptídio que é segregado pelo sistema nervoso simpático - tanto em animais, quanto em humanos.

A substância está envolvida na resposta "lutar ou fugir" frente a uma situação estressante, resultando na contração do fluxo sanguíneo para todas as partes do corpo, exceto coração, cérebro e pulmões, os órgãos essenciais para uma reação ao perigo.

Mas a manutenção duradoura desse estado, o chamado estresse crônico, pode causar hipertensão e doenças cardiovasculares.

Efeito protetor da acupuntura

Do lado da acupuntura, o tratamento foi restrito a um único ponto, o Zusanli, ou ST 36, sobre o meridiano do estômago - o ponto está de fato localizado na perna, perto do joelho.

Os níveis de NPY dos animais estressados que receberam a acupuntura permaneceram praticamente nos mesmos níveis do grupo de controle, que não foi submetido a nenhum estresse, enquanto o grupo de animais estressados não-tratados com acupuntura manteve elevados níveis da substância no sangue.

O efeito de redução do estresse manteve-se por até quatro dias depois que a acupuntura foi suspensa e os animais continuaram a receber os estímulos estressantes.

"Nós ficamos surpresos com o que parece ser um efeito protetor da acupuntura contra o estresse," disse a pesquisadora.

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Ministro Saúda Participantes do XIX Congresso Brasileiro de Fisioterapia



Nosse desejo é que essas palavras transformem-se em atos concretos e que não percam-se com o vento.

Fisioterapia na Comunidade

O papel da Fisioterapia e na Reabilitação Baseada na Comunidade (RBC)

A Reabilitação Baseada na Comunidade (RBC) é uma estratégia ampla que objetiva desenvolver a funcionalidade nas pessoas, evitando a instalação de disfunção, promovendo assim a saúde e o bem-estar. A RBC visa também a recuperar e integrar nas suas comunidades as pessoas portadoras de disfunções. A estratégia da RBC é dar acesso aos serviços de saúde, educação e renda às pessoas com disfunções. Promoção de atitudes positivas em relação às pessoas portadoras de disfunções, prevenção das causas que as geram, oferta de serviços de reabilitação, oferta de oportunidades de treinamento e educação e apoio a iniciativas locais são algumas das ações da RBC. Para cada uma destas ações, a RBC oferece instrumentos para que os gestores monitorarem e avaliarem o custo-benefício da implantação dos serviços. Devido ao grande impacto da implementação da RBC na comunidade, a Organização Mundial de Saúde (OMS) inclusive ajuda os Estados membros a desenvolver guias para orientar a sua aplicação, promovendo workshops e contribuindo para o fortalecimento de programas já existentes.

Entre as ações da RBC destaca-se a oferta dos serviços de fisioterapia. Existem milhares de estudos científicos mostrando o efeito benéfico da oferta desses serviços na promoção da saúde e bem-estar da população. Inúmeros outros estudos demonstram a redução dos custos com doença nas sociedades em que a fisioterapia é ofertada na comunidade. A World Confederation of Physical Therapy (WCPT) -http://wcpt.org/programmes/ebp/databases/index.php -- apoim a RBC e publicam uma lista completa dos bancos de dados científicos, mostrando as vantagens do custo-benefício da oferta dos serviços de Fisioterapia na Comunidade.

Da legalidade da Fisioterapia
A Fisioterapia foi criada em 13 de outubro de 1969 (Decreto-lei n° 938). Em 1975 foram criados os Conselhos Federal (Coffito) e Regionais de Fisioterapia e Terapia Ocupacional (Crefitos), com a incumbência de fiscalizar os exercícios dessas profissões (Lei n° 6316/75). Os atos privativos e a regulamentação dessas profissões são estabelecidos em Resoluções do Coffito.

Em especial, são atividades privativas do fisioterapeuta “executar métodos e técnicas fisioterapêuticos com a finalidade de restaurar, desenvolver e conservar a capacidade física do paciente”. (Art.3º do Decreto-lei n° 938/69).

Da obrigação do estado em prover os serviços de Fisioterapia

As Constituições Federal e do Estado de São Paulo, a Lei Orgânica dos municípios e as leis que regem o Sistema Único de Saúde (SUS) declaram que a saúde é um direito de todos e um dever do Estado. É para ter direito a serviços como a saúde que trabalhamos 146 dias por ano somente para pagar impostos.

A Lei nº. 8.080, de 19 de setembro de 1990, no art. 2º, determina que a saúde é um direito fundamental do ser humano, devendo o Estado prover as condições indispensáveis ao seu pleno exercício (grifo nosso). Nessa lei fica também estabelecido que o dever do Estado de garantir a saúde consiste na formulação e execução de políticas econômicas e sociais que visem à redução de riscos de doenças e de outros agravos e no estabelecimento de condições que assegurem acesso universal e igualitário às ações e aos serviços para a sua promoção, proteção e recuperação.

O Artigo 4° da referida lei determina que o Sistema Único de Saúde (SUS) é constituído pelo conjunto de ações e serviços de saúde, prestados por órgãos e instituições públicas federais, estaduais e municipais, da Administração direta e indireta e das fundações mantidas pelo Poder Público.

No Art. 5° dessa lei são estabelecidos os objetivos do SUS:
I - Identificação e divulgação dos fatores condicionantes e determinantes da saúde;
II - Formulação de política de saúde destinada a promover, nos campos econômico e social, a observância do disposto no § 1º do art. 2º desta lei;
III - Assistência às pessoas por intermédio de ações de promoção, proteção e recuperação da saúde, com a realização integrada das ações assistenciais e das atividades preventivas.

A Lei Orgânica de qualquer município estabelece que a saúde é direito de todos e dever do Município, assegurado mediante políticas sociais, econômicas e ambientais que visem à prevenção e/ou eliminação do risco de doenças e outros agravos e ao acesso universal e igualitário às ações e serviços para a sua promoção, proteção e recuperação.

Portanto, qualquer munícipe que necessite dos serviços de saúde para manter o seu bem-estar pode e deve solicitar ao Poder Público a oferta desses serviços. Com base nessa legislação, a população, no ano de 2007, obrigou o Governo Federal a gastar mais de meio bilhão de reais em ações judiciais, as quais obrigaram o poder público a ofertar os serviços de saúde. Já o Governo do Estado de São Paulo foi obrigado pela justiça a desembolsar cerca de R$ 300 milhões com serviços de saúde.

Ao ofertar os serviços de Fisioterapia, o gestor público promove a saúde e o bem-estar da população, reduz os custos com as ofertas dos serviços de saúde e evita que os contribuintes tenham que recorrer ao Poder Judiciário para fazer valer os seus direitos.

Fonte: CREFITO SP

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Acupuntura alcança até 300 pontos nervosos e ameniza dor nas costas

Acupuntura é uma prática tradicional chinesa usada há milhares de anos de forma terapêutica. Essa técnica de introdução de agulhas em pontos específicos do corpo serve para aliviar dores e tensões, como nas costas. Esse método atua nas áreas que concentram terminações nervosas, ou seja, pontos altamente sensíveis.


Quem pode se beneficiar

A acupuntura contra dor nas costas. Estudos apontam que o tratamento é eficaz contra dores provocadas por hérnias, estresse, excesso de carga ou problemas musculares.
Os principais efeitos são: combate à dor e relaxamento. E apenas 3% dos casos de dor nas costas demandam cirurgia e 97% são resolvidos com outras terapias, como a acupuntura. Cerca de 10% das pessoas não respondem ao tratamento com as agulhas.


Contra-indicações

Grávidas não podem receber agulhas em alguns pontos. E indivíduos com distúrbios graves de coagulação não devem fazer acupuntura.

Tipos de dor nas costas

Primárias

Originárias da própria coluna, como hérnias, infecções, fraturas, degenerações dos discos, tuberculose óssea ou tumores.

Secundárias

Desencadeadas por problemas em outros órgãos, como infecções pulmonares.
Dicas contra dor nas costas

- Evite estresse, cigarro e ficar muitas horas na mesma posição
- Não carregue mais de 10% do seu peso corporal e evite erguer algo sem flexionar os joelhos
- Fortaleça os músculos da coluna com exercícios como musculação, RPG e pilates, sob orientação de um profissional habilitado
- Procure um médico antes de começar a acupuntura para aliviar a dor nas costas
Atenção

Dor na coluna após um trauma recente, junto com perda de peso, histórico de câncer, febre e/ou dor noturna em maiores de 60 anos ou menores de 18 deve ser cuidadosamente investigada, pois pode ser sinal de doenças graves.

Fonte: Bem Estar

Nota: O texto sofreu algumas alterações, uma vez que algumas informações não foram apresentadas em sua totalidade, podendo ferir inúmeras profissões e profissionais.

domingo, 16 de outubro de 2011

Super Humanos

O sul-africano Oscar Pistorius chamou a atenção do mundo ao ganhar nos tribunais o direito de participar do último Mundial de Atletismo, na Coreia do Sul. Conhecido como "Blade Runner", Pistorius é biamputado e corre com duas lâminas no lugar das pernas. O caso dele iniciou uma discussão no esporte e fez surgir novos casos. O quarto episódio da série "Super-Humanos", do Esporte Espetacular, apresenta Amy Palmiero-Winters, uma americana de 39 anos que disputa corridas de longa distância, muitas delas com mais de 200km. Incrivelmente, ela conseguiu adaptar perfeitamente a prótese que usa ao seu corpo e hoje dá muito trabalho aos atletas sem deficiência.

Amy sempre gostou de correr e, em 1994, quando voltava de um treino, sofreu um acidente. A pequena moto em que estava foi atingida por um carro desgovernado e sua perna esquerda foi esmagada. Os médicos tentaram de tudo, mas depois de três anos de tratamento e 27 cirurgias, ela aceitou a amputação da perna logo abaixo do joelho. Divorciada e com dois filhos para cuidar sozinha, Amy tinha que lidar com a deficiência, mesmo assim, não desistiu da corrida.

- Eu tinha que ter uma prótese que me deixasse alcançar os objetivos que eu estabelecia para mim. E eu precisava de alguém que tivesse a tecnologia e a criatividade de me ajudar a alcançá-los - lembrou Amy.

A americana começou então a pesquisar tudo sobre próteses para corrida e acabou descobrindo o que seria sua salvação. Além de encontrar a solução para a sua deficiência na fábrica Step Ahead (Um passo a frente, em português), ela ainda conseguiu um emprego. Hoje, ela trabalha vendendo próteses e é a melhor "garota-propaganda" da empresa. Se algum cliente duvidar dos equipamentos, ela mesma pode colocar e mostrar a eficiência do produto.

- A primeira coisa que me perguntaram quando entrei aqui foi: quais são seus objetivos? O que você quer fazer? Eu disse: quero correr 100 milhas. Eles olharam para mim como se eu fosse uma louca.

O presidente da empresa, Eric Schaffer, ainda recorda bem do encontro de 1997. E ele realmente achava que aquela mulher não batia bem da cabeça.

- Eu pensei: nossa, essa maluca não faz ideia do que está pedindo. Demorei anos para conseguir montar uma prótese para alguém correr provas mais simples, de 5km ou 10km, e eu já achava o máximo. E de repente ela pedia algo incrivelmente maior. Não havia em nenhum lugar no mundo uma prótese construída para alguém correr 200km. A maioria dos amputados do mundo quer apenas ter conforto e fazer coisas normais do dia a dia. Aí pensei bem, e vi que ter a oportunidade de construir uma prótese para uma corrida de 200km era algo que seria marcante em minha carreira - contou.

E essa parceria deu resultados surpreendentes. No ano passado, Amy correu uma prova de 24 horas, percorreu 210km sem parar e era a única amputada na disputa. Foi aí que ela conseguiu um feito inédito: ganhou vaga na seleção americana de corrida de rua - no time para atletas sem deficiência.

- Nós estamos vendo algo que está muito à frente do nosso tempo. Nenhum amputado jamais competiu no mesmo nível de pessoas normais em torneios nacionais aqui nos EUA, e muito menos em competições internacionais. É uma façanha incrível, difícil até de traduzir em palavras - disse Eric Schaffer.

- O que mais impressiona nessa atleta é como ela integrou muito bem essa prótese, esse elemento externo, ao próprio corpo. É quase imperceptível. Se você não puder ver a prótese, você não consegue distinguir qual lado dela é afetado ou não. De tão bem que está integrado. De tão bem que está coordenado a ação dessa prótese com o joelho natural, com o quadril natural, com todo o corpo dela - disse Marcos Duarte, físico e doutor em biomecânica da USP.

Mas o caminho até aí não foi nada fácil. No início, o trabalho era pesado e complexo. Testes na esteira para começar. Mais tarde, distâncias maiores, como os 42km da maratona. Amy foi melhorando a cada dia, até fazer, com a prótese, uma marca melhor do que tinha quando ainda não era amputada.

- Eu liguei então para o diretor da prova de 200km, disse que usava uma prótese e avisei que queria correr. Ele disse: de jeito nenhum, não há a menor condição. Ninguém nunca fez isso aqui. Aí percebi que era exatamente aquilo que eu queria fazer. E fui. Cruzei a linha de chegada em último, bem próximo do tempo limite estabelecido pela organização. Mas havia encontrado minha paixão na vida - revelou Amy.

O problema era que o caminho para integrar perfeitamente a prótese ao corpo não seria nada fácil. Amy Palmiero sentia muita dor, principalmente quando encarava terrenos acidentados. Além disso, a prótese não absorve o impacto no chão como uma perna normal. Apesar de todas as adversidades, a americana seguia melhorando seu desempenho e já incomodava outros competidores.

Tecnologia x Esporte
Foi aí que surgiu a polêmica, a mesma que Oscar Pistorius enfrentou: será que a prótese, por ser mais leve que a perna natural, não dava uma certa vantagem como atleta, por carregar menos peso? Será que Amy estava sendo turbinada pela tecnologia? Os cientistas entraram na discussão para colocar um ponto final no debate: o corpo humano ainda desempenha melhor a função.

- Mesmo com essa superprótese, ela tem um desempenho duas vezes e meia menor do que se ela tivesse um tornozelo íntegro, um pé de verdade. Então de forma alguma essa prótese está ajudando ela nesse desempenho - disse Marcos Duarte.

Portanto, agora a Ciência tenta entender como, mesmo em desvantagem, Amy Palmiero consegue resultados tão incríveis e vitórias sobre pessoas sem deficiência. O primeiro fator é que ela treina muito. Mesmo no trabalho, sempre que há um intervalo, Amy corre na esteira. No fim do dia, passeia com os filhos Carlsen e Magdy e aproveita para correr mais um pouco, chegando a percorrer 60km em apenas um dia de treinamento. E o mais importante, Amy transformou todo o seu corpo, do cérebro aos pés, para se adaptar às próteses. Com isso, virou uma máquina de correr. Uma mulher biônica. E o segredo parece estar no quadril:

- Você tem que ter outras estruturas para compensar. Uma das estruturas mais comprometidas em amputados que usam prótese é o quadril. Porque você vai transmitindo esses impactos do chão e, como não tem joelho e tornozelo, acaba usando muito o quadril. Então toda a musculatura que envolve o quadril, glúteo, etc., está desempenhando um papel especial, para compensar essa deficiência que ela tem lá em baixo no tornozelo - constatou Marcos Duarte.

Enquanto isso, a americana é viagiada de perto pelos cientistas. Se eles conseguirem desvendar como essa mulher transformou o corpo para receber a prótese, muita gente que passou pelo mesmo trauma que ela pode ser beneficiada.

Veja o vídeo da matéria em:


sexta-feira, 16 de setembro de 2011

Cuidar da saúde dos pés previne dores e problemas futuros

Cuidar da aparência dos pés, fazer as unhas, lixá-los e hidratá-los é fundamental. Mas também é preciso conhecer qual é o seu tipo de pé e de pisada na hora de comprar um sapato, por exemplo. Essa noção sobre si mesmo ajuda a evitar problemas ortopédicos e musculares.

A saúde dos pés foi tema do Bem Estar do dia 31 de agosto, que recebeu no estúdio a doutora em biomecânica Isabel Sacco e o preparador físico José Rubens D'Elia. Eles falaram sobre os prós e contras de alguns calçados, escalda-pés, cãibras, salto alto e dor, entre outros assuntos relacionados.

Tipos de Pés



O consultor de atividade física também passou uma série de alongamento que serve para todo tipo de pé, mas é mais importante para o cavo. Da mesma forma que é bom se alongar ao acordar, para melhorar a postura e esticar os músculos, é importante alongar os pés, que têm mais articulações que as pernas.

Já os exercícios de fortalecimento, que podem ser feitos com a ajuda de uma toalha, também são importantes para quem usa muito os pés e vive se mexendo, correndo, andando, praticando esporte e usando calçados apertados, o que impede movimentos naturais e fisiológicos.

O fortalecimento é especialmente indicado para quem tem os pés planos (ou “chatos”), porque ficam por inteiro em contato com o chão, principalmente a planta, que se torna a parte mais atingida, ficando fraca e rebaixada.

5 dicas para os seus pés:
1 – Hidrate-os

As células da superfície da pele absorvem o hidratante e ficam mais saudáveis. Quando você deixa o pé seco, ele se machuca e abrem pequenas rachaduras, que servem de porta de entrada para bactérias. O creme evita essas fissuras, e há duas coisas importantes para observar na hora de comprar um hidratante. Primeiro, eles devem conter, preferencialmente, lanolina e vaselina. Além disso, é bom evitar passar muita lixa, porque isso aumenta a calosidade e engrossa a sola.
2 – Observe-os ao final do dia

Ficar atento a calos, bolhas e manchas avermelhadas pode ajudar você a entender se está usando um sapato adequado ou não. Se perceber que o sapato está deixando o pé marcado, pode ser um sinal de que precisa mudar de calçado. Às vezes, aumentar ou melhorar a amarração já pode ser suficiente.

3 – Opte pelo sapato mais flexível

Na hora de comprar um calçado, uma boa dica é sempre optar pelo mais maleável. Borracha dura e solados muito rígidos são problemas que prejudicam a todos, mas ainda mais quem anda muito. O movimento anatômico do sapato na hora de mover o pé é imprescindível.

4 – Para caminhadas, use amortecedor

Na hora de escolher um sapato para caminhar ou correr, é fundamental perceber se ele tem amortecedor. Quando você caminha, seu corpo recebe impacto. No dia a dia, amortecer essa pressão é importante, ainda mais para quem corre ou caminha por muito tempo ou para quem está começando.

5 – Ande mais descalço

Andar descalço é bom porque preserva a saúde dos pés e mantém os músculos ativos, as articulações móveis e as juntas saudáveis. O pé é tão vivo quanto suas coxas, pernas e braços. Pé dentro de calçado fica “enjaulado”, com pouca possibilidade de se mexer. Pode-se andar descalço com meia, para quem não gosta de caminhar com os pés diretamente no chão. Só é preciso cuidar com os idosos, que tendem a escorregar mais. Por isso, eles precisam de sapatos antiderrapantes.

Vantagens e desvantagens de 10 tipos de sapato:
1 - Plataforma: aumenta o risco de quedas, tira a estabilidade da caminhada, reduz a mobilidade e altera a forma de apoio em mata-borrão dos pés, que é esperada no andar normal.
2 - Salto alto com bico fino: muda a estrutura e a forma de andar, o bico comprime os dedos, encurta os músculos da batata da perna, aumenta a lordose lombar e favorece as cãibras nos pés e nas pernas.
3- Salto baixo com bico redondo: é melhor que o alto, e o bico arredondado é mais indicado para os dedos.
4 - Sapato tipo de boneca: não tem problemas, é confortável e tem o bico redondo e sem salto. Só é pouco flexível.
5 - Bota de cano alto com salto: o salto pode aumentar o risco de quedas ao tirar a estabilidade dos pés.
6 - Bota de cano baixo sem salto: é melhor, pois o cano baixo protege mais contra torções em relação ao calçado que não é bota nem tem salto.
7 - Sapato social de homem: tem pouca flexibilidade. É preferível um sapatênis para quem caminha ou fica em pé por muito tempo.
8 - Sapatênis: é melhor que o sapato social, porque o cadarço ajuda a fazer o ajuste com o tamanho dos pés e é mais flexível. Também absorve mais o impacto do dia a dia.
9 - Tênis com solado alto: é muito ruim, prejudica a pisada e não favorece os pés. O problema está na distância do calcanhar em relação ao chão.
10 - Tênis para corrida e caminhada: não pode ter um amortecedor muito grande (no máximo, de 2 a 3 cm de altura), mas também não pode ter palmilha reta. Precisa ser flexível e confortável.


quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Obrigado pelas Visitas

Este é um post curto e simples, mas visa expressar toda minha gratidão a todos que visitam o Blog EC - Fisioterapia Especializada.

Hoje o blog atingiu, mesmo sem nenhuma divulgação, a marca das 10.000 (dez mil) vizualizações de páginas. Nós últimos 2 meses o blog teve a visita de 956 pessoas, sendo 672 o número de novos visitantes.

Agradeço a todos os visitantes, mas em especial os quase 300 visitantes fieis ao blog.

Espero poder estar trazendo sempre temas atuais e informativos sobre Fisioterapia e minhas áreas de atuação.

Cordial abraço a todos os visitantes.

Dr. Ewertom Cordeiro
Fisioterapeuta
Especialista em Acupuntura e Osteopatia

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Efeitos da bandagem Kinesio comparada a bandagem esportiva não elástica

Efeitos da bandagem Kinesio comparada a bandagem esportiva não elástica (rídida) e sem bandage durante uma perturbação em inversão súbita em atletas masculinos
Kristin Briem, Hrefna Eythörsdöttir, Ragnheidur G. Magnúsdóttir, Rúnar Pálmarsson, Tinna Rúnarsdöttir, Thorarinn Sveinsson. J Orthop Sports Phys Ther 2011;41(5):328-335
PROJETO DO ESTUDO: Estudo de laboratório controlado.

OBJETIVOS: Examinar o efeito de 2 tipos de bandagem adesiva comparada a nenhuma na atividade muscular do fibular longo durante uma perturbação repentina em inversão nos atletas masculinos (futebol, handball, basquetebol).

BACKGROUND: As entorses de tornozelo são comuns nos esportes, e os músculos fibulares tem um papel em fornecer a estabilidade funcional do tornozelo. A bandagem do tornozelo profilática com bandagem esportiva não-elástica tem sido usada para restringir a inversão do tornozelo. A bandagem Kinesio, uma bandagem elástica esportiva não foi estudada para essa finalidade.


MÉTODOS: Cinquenta e um atletas masculinos de primeira divisão foram testados para a estabilidade funcional de ambos os tornozelos com o Star Excursion Balance Test. Baseado nos resultados, aqueles com as 15 pontuações mais elevadas e aqueles com as 15 mais baixas da estabilidade foram selecionados para um teste adicional. A atividade muscular do longus dos fibularis foi então medida por eletromiografia de superfície durante uma perturbação repentina da inversão. Cada participante foi testado sob 3 circunstâncias: bandagem no tornozelo não elástica, bandagem Kinesio Tape para o tornozelo, e sem nenhuma bandagem no tornozelo.

RESULTADOS: A atividade muscular média significativamente maior foi encontrada quando os tornozelos estavam com a bandagem não elástica comparada a nenhuma bandagem, enquanto a Kinesio Tape não teve nenhum efeito significativo na atividade muscular média ou máxima comparada a nenhuma bandagem.

CONCLUSÃO: A bandagem esportiva não-elástica pode aumentra o suporte dinâmico dos músculos do tornozelo. A eficácia de Kinesio Tape em impedir entorses de tornozelo através do mesmo mecanismo é improvável, já não teve nenhum efeito na ativação do músculo fibular longo.

Fonte: J Orthop Sports Phys Ther 2011;41(5):328-335
Imagens: Google

sábado, 3 de setembro de 2011

Novela "MORDE E ASSOPRA" - Nota de desagravo à Fisioterapia


O Conselho Federal de Fisioterapia e Terapia Ocupacional – COFFITO, no exercício de suas funções legais de regulamentador das profissões de Fisioterapeuta e de Terapeuta Ocupacional e diante de sua missão pública de preservação da saúde da população Brasileira, bem como diante de sua responsabilidade pela qualidade da informação relativa ao exercício dessas profissões, vem a público manifestar seu DESAGRAVO À FISIOTERAPIA em face da veiculação equivocada e desprovida de qualquer conteúdo técnico de cena da novela “Morde e Assopra” que foi ao ar ontem, pela Rede Globo de Televisão.

O Fisioterapeuta é um profissional pleno cuja atuação não depende de qualquer outro profissional da saúde para lhe prescrever tratamento ou qualquer conduta afeita ao seu conhecimento técnico. Ressalta, também, o COFFITO, que, no BRASIL não há qualquer sustentação legal para o exercício da Fisioterapia por profissional Técnico ou Auxiliar, sendo, portanto, a informação, mesmo que decorrente de representação dramática, quanto à existência de Técnico em Fisioterapia, afronta os princípios Constitucionais que suportam o exercício regulamentado da profissão de Fisioterapia, além de ofender de morte, a idoneidade do imaginário coletivo do público alvo do aludido programa.

O COFFITO empreenderá todos os esforços para corrigir a distorção perpetrada pela emissora, bem como atuará, prontamente, para restabelecer a verdade do conteúdo da informação difundida, mediante o subsídio completo ao Diretor do programa sobre o conceito e os limites institucionais a que a Fisioterapia e o Fisioterapeuta se vinculam.

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Tratamento da Entorse de Tornozelo através do Conceito Mulligan

Por: Barbara Hetherington
Publicado em: Manual Tharapy

Por ser uma lesão comum, virtualmente todos os fisioterapeutas já trataram um caso de entorse de tornozelo em algum momento de suas vidas profissionais. Não se trata de uma lesão reservada aos atletas de elite e atinge todas as faixas etárias. A maioria dos pacientes com entorse de tornozelo descrevem uma força de inversão/flexão plantar e acredita-se que o ligamento lateral, especialmente suas fibras anteriores tenham sido lesadas.

Existem muitas formas diferentes de tratamento de entorse de tornozelo, variando do tratamento caseiro até manejos ortopédicos elaborados. O manejo fisioterapêutico típico destas condições irá incluir gelo, eletroterapia, terapia manual, exercícios ativos, imobilização, e retreinamento proprioceptivo em várias formas. Eventualmente a maioria dos pacientes se recupera, porém há pacientes que continuam a se queixar de “tornozelo fraco” os quais tendem se lesionar novamente.

A abordagem do conceito Mulligan de falha posicional como resultado da lesão é uma outra opção no manejo das entorses. O manuseio com sucesso de entorses de tornozelo foi alcançado por meio do tratamento com os princípios e aplicações de “Mobilização com Movimento” conforme descrito por Mulligan no qual a fíbula distal é reposicionada posteriormente.

Para o tratamento inicial, o paciente é posicionado confortavelmente em supino, com um travesseiro de areia sob a perna. A inversão é geralmente o movimento mais restrito e portanto o movimento que deve ser recuperado primeiro. O maléolo lateral é deslizado posteriormente por meio de pressão aplicada pela eminência tenar do terapeuta. Um pedaço de espuma pode ser posicionado entre a mão do terapeuta e o maléolo do paciente para maior conforto. Enquanto é sustentado o deslizamento, o paciente realizava uma inversão ativa.

Garantindo que este movimento ativo foi livre de dor, é então realizada uma série de 10 repetições. Três séries de 10 repetições são geralmente para o tratamento inicial. Uma sobrepressão passiva suave pode ser adicionada aos movimentos ativos do paciente tanto pelo terapeuta quanto pelo próprio paciente usando uma cinta de terapia manual. A reavaliação dos movimentos de tornozelo geralmente revelavam um aumento importante da amplitude de movimento de inversão livre de dor.

Em seguida ao tratamento ativo, cada paciente recebe bandagens. Duas bandagens de 25mm, com aproximadamente 15cm de comprimento são usadas. Um deslizamento posterior é aplicado para reposicionar a fíbula distal. A bandagem é  aplicada angulada sobre o maléolo lateral de forma que ela envolva o tornozelo para manter o re-alinhamento posterior da fíbula distal em relação à tíbia. A segunda parte da bandagem é sobreposta sobre a primeira para aplicar uma força adicional. Com o apoio da bandagem, o padrão de marcha do paciente melhora substancialmente e a performance no teste de apoio unipodal com os olhos fechados é comparável ao do lado não lado afetado. A bandagem é  trocada após 24 horas e em alguns casos é necessário manter a bandagem por um período superior a 2 semanas.

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Manejo da Pubalgia pela Osteopatia

Muitos atletas, sobretudo do futebol, apresentam dores ao exercer sua profissão e perdem o  rendimento por estar sofrendo dores na região do púbis, ou mais conhecido como pubalgia.

Mas você sabe onde é o púbis?

Vamos aos fatos: para achar o seu púbis basta colocar as mãos no umbigo e descer em direção aos órgão genitais. O primeiro osso que encontrar BINGO!! É o púbis . Não se assuste se for meio dolorido é normalmente assim.

Esse osso na verdade é uma das três partes do osso que compõem a bacia. Quando somos pequenos e não estamos com toda a estrutura óssea desenvolvida a bacia é formada por três ossos: ílio , ísquio e ele, o púbis.

Após o período de desenvolvimento eles se juntam, mas mesmo assim nos referimos a eles como três ossos separados.

Muitos problemas podem causar dor nessa região, e um diagnostico diferencial muito apurado deve ser realizado, incluindo possíveis hérnias (inguinal e femoral), prostatite, uretrites, causas iatrogênicas secundárias a procedimentos pélvicos, separação da sínfise púbica causada pelo parto, infecções etc.

No caso do jogador futebol, o mais comum e provável é que, por causa de sua atividade e profissão, ele tenha tido algum comprometimento na musculatura que possa estar desenvolvendo dores nessa região. Normalmente os músculos da coxa, principalmente os adutores, que tem sua origem na região do púbis estão comprometidos e necessitam de uma atenção especial na hora do tratamento.

Em uma visão um pouco mais abrangente, não podemos somente ter olhos para o local do problemas de nosso cliente.

Num ponto de vista global e principalmente para aquele cliente que chega em seu consultório somente com esse diagnóstico clinico é necessário atentar a outros pontos para poder saber realmente a origem do problema.

Abdominais principalmente por causa de sua origem e inserção, as ultimas costelas, por causa do item anterior, os pés, pois pode estar realizando uma pisada errada e estar compensando na região do púbis e o que eu vejo como muito importante que é a mobilidade do ilíaco.

Biomecanicamente o ilíaco tem três eixos de movimento e neles podem ser realizados os seguintes movimentos: Anteriorização/posteriorização, in flare / out flare e rotacao interna/externa.

Sem querer me aprofundar, mas aprofundando, não esquecer da relação direta com o fêmur, que por uma incrível coincidência tem inserção da musculatura adutora, que poder estar comprometida.

Mas, essas são apenas algumas das possíveis regiões que podem ocasionar ou estar afetadas em uma pubalgia, faz-se necessário uma avaliação criterisosa para se chegar a origem dos sintomas e as adaptações geradas pela desordem, para só assim realizar um trabalho global e criterioso.

Após a avaliação o Osteopata lançará mão de diversas técnicas tais como streching, manipulação articular, mobilização articular, mobilização visceral, dentre inúmeras outras com o intuito de debelar os sintomas e a desordem músculo-articular, além de orientações gerais sobre exercícios e posturas a se adotar e se evitar.

Os efeitos do tratamento costumam aparecer já após a primeira consulta, mas é preciso lembrar que cada pessoa funciona de forma distinta e também que quanto mais crônico o problema mais lentos são os resultados.

terça-feira, 21 de junho de 2011

Relaxamento muscular melhora desempenho escolar de estudantes

Ao todo, 64% dos alunos submetidos à terapia manual foram aprovados no vestibular. Entre os que não receberam o tratamento, o índice foi de 34%.

Na concentração ideal, o estresse ajuda a resgatar informações armazenadas no cérebro. Mas, quando ultrapassa o limite do corpo, passa a ser responsável por gastrite, hipertensão, dor muscular, dor de cabeça e anorexia. E o famoso branco na hora da prova. Ele é a principal ameaça para quem sonha em passar no vestibular.

“No ano passado, prestei vestibular e fiquei muito nervosa na hora da prova. A minha mão tremia e não conseguia escrever o meu nome, explica a aluna de cursinho pré-vestibular,Tanya Gonçalves. Por você estudar muito, vai ser querer tirar uma nota boa. A sua expectativa é tirar nove, nove e meio, dez. Você não vai querer ficar muito abaixo disso”, diz outro aluno de cursinho pré-vestibular, Angelo Silva. “’O problema da prova é a falta de tempo. Quando você não tem tempo, fica estressado. Em qualquer ocasião da vida é assim”, conta o estudante, Gustavo Mori.

Alunos de um cursinho pré-vestibular foram avaliados durante dois anos por pesquisadoras do laboratório do estudo do estresse do Instituto de Biologia da Unicamp. Eles foram submetidos a testes de cortisol na época da inscrição no vestibular e no dia da prova. O curioso é que os resultados mostraram que o hormônio do estresse estava 20% mais elevado antes do “dia D”. “Porque ele vai decidir a vida dele. O que ele quer ser, a profissão que ele vai escolher, se ele vai ganhar muito, pouco, e se ele vai sobreviver com aquilo”, explica Heloísa. “Na minha opinião, a maior pressão é no final do ano, quando todos os seus amigos passarem e você, não”, diz o aluno de cursinho pré-vestibular, Felipe Augusto.

Uma parte do grupo, acompanhado pela fisioterapeuta, foi submetido a duas sessões semanais de terapia manual. Cada uma delas representava 40 minutos sem estudo e muito relaxamento muscular. “O rendimento escolar pode ser muito melhorado, porque o indivíduo consegue descansar melhor”, esclarece Dora.

Ao todo, 64% dos alunos submetidos à terapia manual foram aprovados no vestibular. Entre os que não receberam o tratamento, o índice foi de 34%. Estes jovens que enfrentam o período pré-vestibular descobriram a importância da resiliência. “Uma situação em que ele se sinta adequado, bem, e que traga bem estar para ele, fará com que suporte melhor a situação de estresse ao longo da semana, explica a pesquisadora.

“Estou andando de skate meia hora por dia. Dá uma relaxada e rendo mais na hora de estudar”, afirma Angelo.“Musculação, corrida, futebol: isso desestressa bastante e deixa a minha mente mais leve. Quando você pratica esporte, esquece de tudo”, conclui o estudante Matheus Henrique.

Texto extraído de: Blog Fisioterapia & Saúde
Fonte: G1

quarta-feira, 15 de junho de 2011

Acupuntura e Ginecologia

Acupuntura y Ginecología

Roberto Collado Orta, Raoul Gazapo Pernas, Orlando Rigol Ricardo, Braulio Heredia Hernández, Ricardo Concepcíon Galardo y Edilia Trelles Aguabella

Hospital Docente Ginecoobstétrico Gneral Eusebio Hernández

Rev Cubana Obstet Ginecol v. 25, n.1 ene/abr 1999.

Apresentamos a análise de uma amostra de 255 pacientes acometidos por diversas doenças ginecológicas, como miomas uterinos, cistos ovarianos, displasia de mama e doença inflamatória pélvica crônica (DPC). Como resultado do tratamento aplicado, de acordo com condições diferentes, observou-se uma maior freqüência de melhora sintomática total nos miomas uterinos de 42,9%, seguido por DPC, com 34,8%, a displasia de mama mostraram melhora total de 29,2% e, finalmente, os cistos ovarianos, com 14,3%. A melhora sintomática parcial foi mais freqüentemente observada nos cistos ovarianos 84,7%, a displasia de mama com 70,8%, 52,8% na DPC e miomas uterinos 49%. Na displasia de mama e de cistos ovarianos, os tumores foram reduzidos em 66,7% e nos casos de miomas uterinos em 49%. Na DPC e miomas uterinos nenhuma melhoria foi observada em 12,4 e 8,2% respectivamente.

segunda-feira, 6 de junho de 2011

A Osteopatia e a Saúde Oral

Como a Osteopatia pode ajudar?

A Osteopatia considera o corpo humano como um todo, como uma unidade complexa em que qualquer tipo de distúrbio ocorrido em alguma  parte do corpo pode manifestar-se em qualquer outra zona  do corpo e ter repercursões em sua totalidade.

Na perspectiva holística, um distúrbio músculo-esquelético como é o da ATM, pode afetar a biomecânica e o equilíbrio do corpo em geral.

Na abordagem Osteopática, os distúrbios da ATM interferem negativamente com as estruturas e funções de outras partes do corpo, provocando um distúrbio ou patologia. Isto porque a "estrutura governa a função" e os distúrbios em outras partes do corpo podem gerar alterações na estrutura, pois as "funções também podem governar as estruturas".

A intervenção Osteopática pode contribuir para os desbloqueio da ATM, através de técnicas de manipulação e mobilização articular e cervical, liberando e corrigindo a amplitude de movimento.

A aplicação de técnicas de relaxamento muscular ao nível da ATM, da musculatura paravertebral cervical e ombros e correção das curvaturas da coluna vertebral, pode contribuir para a analgesia e para a melhoria da qualidade de vida do paciente.

A abordagem holística

A boca não pode ser vista exclusivamente como um aparelho mastigatório, mas sim como uma estrutura complexa, que interfere em muitos sistemas orgânicos. Onde existe um conceito de interdisciplinaridade, no qual se realiza um diagnóstico funcional integrado e o planejamento da intervenção conjunta a chance de sucesso no tratamento é muito maior.

Este conceito de interdisciplinaridade contribui e muito para atenuar os mais variados tipos de sintomatologia qie o paciente pode apresentar, tais como: otalgias, neuragias e nervralgias faciais e cranianas, cervicalgias, cefaléias e enxaquecas.

A prevenção pode ser o melhor remédio. A avaliação de um paciente em uma perspectiva pode identificar e correlacionar diversos sintomas e manifestações e contribuir para a detecção precoce de determinadas alterações patológicas e o seu encaminhamento paras as respectivas especialidades.

É importante perceber-se a importância  dos problemas dentários  como geradores de diversas doenças, sendo a prevenção a melhor forma de evitar.

Tratamentos preventivos com Osteopatia podem contribuir muito para evitar o aparecimento de inúmeras doenças que afetam a qualidade de vida das pessoas.

sexta-feira, 3 de junho de 2011

Sinusite e Acupuntura

Sinusite é uma inflamação dos seios perinasais (frontal, etmoidal, maxilar, e esfenoidal). É caracterizada por alguns sintomas gerais como congestão nasal, secreção espessas e amarelas ou esverdeadas, cefaleia frontal, dor infraorbital com seios sensíveis ao toque.

A sinusite pode complicar em: Laringite: voz rouca, garganta seca e dorida. Traqueíte: dor retroesternal, tosse, dor que agrava com tosse. Bronquite aguda: dor retroesternal, tosse e dor que agrava com a tosse, tosse productiva com expectoração amarela. Abcesso: febre, dor local.

DIAGNÓSTICO DE ACORDO COM A MEDICINA CHINESA

Invasão de Vento-Calor

Secreção amarela e purulenta, obstrução nasal, cefaleia, diminuição do olfacto, febre e calafrios, aversão ao vento, língua vermelha com capa fina e amarela, pulso flutuante e rápido.

Plenitude Calor no Pulmão

Secreção amarela e purulenta, secreções com cheiro fétido, tosse seca, sensação de calor no Pulmão, nariz vermelho, febre, aversão ao calor, preferência por aplicações locais de frio, cefaleia que agrava com calor, língua vermelha com capa amarela e espessa, pulso rápido e cheio.

Plenitude Calor na Vesícula Biliar

Secreção espessa e amarela e purulenta, secreção com cheiro fétido, sabor amargo na boca, dor hipocondríaca, boca e garganta secas, febre, aversão ao calor, irritabilidade, sintomas agravam com acessos de raiva, sede, língua vermelha com capa espessa e amarela, pulso em corda, rápido e cheio.

Humidade-Mucosidade-Calor no Baço

Secreção nasal espessa, amarela e purulenta, secreção com cheiro fétido, sensação de peso na cabeça em particular nos seios perinasais, cefaleia frontal que agrava com calor, sensação de peso associada à dor, febre, anorexia, dilatação abdominal, preferência por alimentos frios, língua vermelha com capa amarela e pegajosa, pulso deslizante e rápido.

ACUPUNTURA

Selecção geral de pontos para sinusite: Yintang, Bitong, IG20 e IG4.

O protocolo base é idêntico ao usado para tratar a rinite. Este protocolo é direccionado, principalmente, para a congestão nasal e rinorreia (secreção nasal).

Algumas alterações podem ser possíveis como adicionar os pontos E2 e E3. Estas alterações são feitas de acordo com a presença de sintomas tipo cefaleia ou dor nos seios. Por exemplo, para cefaleia frontal pode adicionar-se B2 e VB14, para cefaleia supra-orbital adiciona-se B2, yuyao e taiyang. Para dor na face os pontos E2 e E3 são os escolhidos.

Selecção de pontos de acordo com os padrões clinicos:

Invasão de Vento-Calor: VG14, P10, P7, TA5

VG14 e P7 eliminam vento. VG14, TA5 eliminam Vento e Calor. VG14, P10 e TA5 eliminam Calor. O ponto VG14 é dos mais importantes nesta combinação.

Outros pontos a usar: VG16, VB20, VB12.

Plenitude Calor no Pulmão: IG11, VG14, P10

IG11 e VG14 são pontos gerais para eliminar calor enquanto o ponto P10 serve para eliminar Calor do Pulmão. Não nos podemos esquecer que neste caso já temos o ponto IG4 no protocolo base.

Outros pontos a usar: TA5.

Plenitude Calor na Vesícula Biliar: P10, VB43, VG14, F2

P10, F2 e V43B são 2º pontos Shu e eliminam calor dos respectivos órgãos. O ponto VG14 elimina Calor sendo também um ponto local com alguma ação ao nível do Pulmão.

Outros pontos a usar: IG11.

Humidade-Mucosidade-Calor no Baço: BP9, BP2, VG14, E40

BP9 e E40 eliminam Umidade-Mucosidade. BP2 é o 2º ponto Shu e elimina Calor do BP enquanto que o ponto VG14 elimina calor sendo um ponto mais geral.

Outros pontos a usar: BP6, VC12.

Pontos sintomáticos para sintomas relevantes:

Cefaleia frontal: E8, VB14, B2

Sensação de peso nos seios perinasais: E2, E3

Febre: IG11, VG14

Tosse: VC22, Dingchuan

Hemóptise: P6, C6, PC4

Secura do Pulmão: R6, P5.

BIBLIOGRAFIA

DEADMAN, Peter; AL-KHARAJI, Mazin; A Manual of ACUPUNCTURE; Journal of Chinese Medicine Publications; 1ª Ed.; Sussex, 1998

ENQIN, Zhang; et ally; CLINIC OF TRADICIONAL CHINESE MEDICINE (II); Publishing House of Shangai, ISBN 7-81010-2/R·137, 1ª edição, , Shangai, 1990

JUNYING, geng; Et Alli; Selecionando os Pontos Certos de Acupunctura: Um Manual de Acupunctura; Ed. Roca; 1ª Ed.; São

SIONNEAU, Philippe; GANG, Lu ; The Treatment of Disease in TCM ; Vol. 2: Diseases of the Eyes, Ears, Nose & Throat; Blue Poppy Press; 1ª Ed.; Boulder, 1996

YANFU, Zuo; Et Alli; CHINESE ACUPUNCTURE & MOXIBUSTION; Compiled by Nanjing University of Tradicional Chinese Medicine; Publishing House of Shangai University of Tradicional Chinese Medicine; 1ª Ed.; Shangai, China, 2002

YIN, Ganglin; Advanced Modern Chinese Acupuncture Therapy; New World Press; 1ª ed.; Beijing; China; 2000

ZHIXIAN, Long; et ally; Tradicional Chinese Internal Medicine; edited by Beijing University of Tradicional Chinese Medicine, Academy Press, ISBN 7-5077-1268-0, 1ª edição, 2000

ZHIXIAN, Long; et ally; Acupuncture & Moxibustion; edited by Beijing University of Traditional Chinese Medicine, Academy Press, ISBN 7-5077-1269-9, 1ª edição, Beijing, 1999

sábado, 28 de maio de 2011

Tratamento da Dor Ciática através da Acupuntura



Fonte: TV AcupunturaBrasil.Org; publicado em Youtube.com
Narração: Dr. Ephraim Ferreira Medeiros

sexta-feira, 27 de maio de 2011

Tratamento da Hérnia de Hiato Através de Técnicas Osteopáticas

Daniela Rauber, Rodrigo Luiz Lima Jucá (in memomrian), André Pegas de Oliveira

A hérnia de hiato define-se como passagem de uma porção do estômago para a cavidade torácica através do hiato esofagiano do diafragma. É muito comum sua ocorrência em indivíduos do sexo feminino, com idade acima dos 40 anos e obesos. A sintomatologia é causada por alterações fisiopatológicas, sendo normalmente atribuídos ao refluxo gastroesofágico, manifestando-se dediferentes formas conforme o tipo de hérnia. As técnicas osteopáticas aplicadas ao tratamento da hérnia de hiato são de pouco conhecimento e aceitação pelos profissionais e há um grande déficit de referencial teórico e publicações no assunto. A fisioterapia osteopática tem a finalidade de relaxar a musculatura do diafragma e visceral, aumentar vascularização local, e normalizar o sistema simpático e parassimpático


Tendo, este estudo, objetivo de analisar a eficácia de um tratamento osteopático em pacientes que apresentam hérnia de hiato e, por conseguinte analisar a eficácia do tratamento para os sintomas do refluxo gastroesofágico.

Esta pesquisa constitui-se de um estudo de caráter explicativo, quali/quantitativo, o mesmo foi realizado no setor de terapia manual, sendo a amostra composta por 9 indivíduos, 7 do gênero feminino e 2 do gênero
masculino com idade entre 18 á 50 anos, aonde todos indivíduos participaram do mesmo grupo, chamado grupo experimental, submetidos a 1 atendimento semanal, totalizando 6 atendimentos. O tratamento consistia em liberação da inervação simpática através do nervo explâncnico (T4, T5 e T6) com a técnica Dog, terapia craniana do occipital e temporal para liberação do nervo vago, liberação de tensões do diafragma, estômago e esfíncter esofágico inferior, tratamento da vértebra cervical (C3) pelo nervo frênico (thrust) e tratamento específico para a hérnia de hiato.

Após as intervenções foram analisados os resultados referentes ao grau da hérnia tendo como parâmetro o
exame de videoendoscopia digestiva alta antes e após o tratamento, mostrando que dos 9 pacientes com hérnia, 3 apresentavam grau II (moderado) e 6 apresentavam grau I (leve), sendo que após o tratamento dos 3 que apresentavam grau II, 1 teve como resultado final normal e dos 6 que apresentavam grau I, 4 obtiveram como resultado final normal, totalizando 5 pacientes com normalização do quadro patológico.

Conclui-se que as técnicas fisioterapêuticas utilizadas nesse estudo foram eficazes no tratamento da hérnia de hiato e dos sintomas do refluxo gastroesofágico. A osteopatia é um método completo de terapia e seu uso dinamiza os efeitos benéficos de qualquer tratamento.

quinta-feira, 19 de maio de 2011

Terapia Osteopática Manipulativa na Cefaléia Cervicogência

Retana Megre Rachid, Liane Toscano Martins Pinheiro

Revista Brasileira de Promoção à Saúde. 2009; 22 (2): 128-134

Objetivo: Descrever a utilização da Terapia Osteopática Manipulativa (TOM) nos sinais e sintomas de uma paciente com quadro de Cefaléia Cervicogênica. Métodos: Tratou-se de um estudo de caso, realizado nos meses de março e abril de 2006, no Núcleo de Atenção Médica Integrada (NAMI) em Fortaleza. Paciente 49 anos, sexo feminino apresentou-se com queixa principal de cervicalgia associada à cefaléia fronto-orbitária esquerda. Ao exame físico, apresentou alterações posturais e cinético-funcionais em região cérvicooccipital, edema palpebral à esquerda, tontura, fotofobia e insônia. O estudo radiológico da coluna cervical demonstrou retificação da lordose cervical fisiológica (incidência perfil) e rotação das segunda e terceira vértebras cervicais à direita (incidência ântero-posterior). O protocolo de tratamento constou de Técnicas Osteopáticas destinadas às partes moles e Técnica de Manipulação da Cervical Alta. Resultados: O estudo goniométrico realizado durante a avaliação e ao término do tratamento, respectivamente, evidenciou 90º e 120º do arco de flexo-extensão, 20º e 37º de inclinação lateral direita, 38º e 45º de inclinação lateral esquerda, 45º e 85º de rotação cervical à direita e 30º e 85º de rotação à esquerda. O estudo radiológico demonstrou o restabelecimento da lordose fisiológica cervical e o realinhamento dos processos espinhosos cervical. No tocante à clínica, a paciente apresentou melhora das restrições cinético-funcionais em região cérvico-occipital, melhora da qualidade do sono  e aumento do intervalo entre as crises de cefaléia. Conclusão: Com base nos resultados obtidos, verificou-se que a TOM foi efetiva na redução dos sinais e sintomas da paciente objeto do estudo.

NOTA: O Dr. Ewertom Cordeiro é Pós-Graduado em Osteopatia Pela Faculdade de Ciências Médicas de Minhas Gerais - FCMMG e Osteopata CO pela Escola Brasileira de Osteopatia e Terapia Manual - EBOM e atua com o método desde 2005.

terça-feira, 17 de maio de 2011

Estudo comparativo de casos entre a mobilização neural e um programa de alongamento muscular em lombálgicos crônicos

Guilherme Fortes Machado, Simone Eickhoff Bigolin

Revista Fisioterapia e Movimento 2010 out/dez; 23(4): 545-54

Introdução: A dor lombar, responsável por 50% das disfunções músculo-esqueléticas, é uma das principais, senão a mais frequente, causa de dor, incapacidade funcional e laborativa. Objetivos: Avaliar os efeitos da mobilização neural e do alongamento na flexibilidade, no quadro álgico e nas atividades funcionais de sujeitos com dor lombar. Metodologia: Foram realizadas 20 sessões de um programa de mobilização neural e de um programa de alongamento muscular com dois grupos distintos em sujeitos que apresentavam lombalgia crônica, sendo estes divididos de forma aleatória. Como instrumentos para avaliação, foram utilizados a Escala Análogo-Visual da dor, a distância dedo-solo, a medida do ângulo de flexão do joelho e o questionário Roland Morris. Resultados: Foram avaliados nove sujeitos com dor lombar crônica; cinco deles participaram do grupo em que foi empregada a mobilização neural e quatro fizeram parte do grupo de alongamentos. Somente o programa de mobilização neural apresentou resultados significativos. Quando comparados os resultados dos programas não foi evidenciada diferença estatisticamente significativa nos critérios avaliados. Conclusão: Para esta amostra, os dois recursos terapêuticos apresentaram melhoras para as variáveis analisadas, porém apenas a mobilização neural demonstrou resultados signifi cativos, não sendo possível, no entanto, apontar maior efi de um método em relação ao outro.

NOTA: O Dr Ewertom Cordeiro tem formação em Mobilização Neural desde 2002 com certificação pelo Advanced Manual Terapy Institute - AMTI. O curso foi organizado por ele e foi o primeiro no método em todo o Norte-Nordeste do Brasil, e um dos primeiros no Brasil.

quarta-feira, 11 de maio de 2011

Efetividade de exercícios de estabilização segmentar sobre a dor lombar crônica mecânico-postural

Natália Toledo Pereira, Luiz Alfredo Braun Ferreira, Wagner Menna Pereira

Fisioter Mov. 2010 out/dez;23(4):605-14

Resumo


Introdução: A prevalência ao longo da vida de lombalgias mecânico-posturais é estimada em 60-70% em países industrializados. Um dos principais fatores para dor lombar é a instabilidade segmentar, e para manter a estabilidade é necessária a interação de três subsistemas: passivo, ativo e controle neural. Exercícios específi cos que promovem a contração independente dos músculos profundos do tronco (transverso do abdômen e multífido) têm demonstrado ter efeitos benéfi cos em indivíduos que sofrem de dor lombar inespecífi ca, sugerindo a estimulação desses subsistemas. Objetivo: Avaliar a efetividade de exercícios de estabilização segmentar sobre a dor e a capacidade funcional em indivíduos com lombalgia crônica.
Materiais e métodos: Participaram da pesquisa 12 mulheres jovens com idade média de 20,66 ± 3,74 anos. Foram realizadas 12 sessões de um programa de estabilização segmentar com frequência de duas vezes semanais, sendo avaliadas quanto à dor (questionário McGILL-Br) e capacidade funcional (questionário Rolland-Morris Brasil) antes e depois do período de intervenção. Resultados: Houve melhora signifi cativa dos valores médios do índice de dor (p < 0,0001), melhora do índice de dor sensitiva (p = 0,0024), afetiva (p = 0,048), avaliativo (p = 0,042) e miscelânea (p = 0,017) e melhora da capacidade funcional dos indivíduos (p < 0,0001), após o período de intervenção. Discussão: Vários estudos relataram a eficácia de exercícios dos músculos profundos do tronco, apresentando efeitos benéfi cos em indivíduos com lombalgia, corroborando com o estudo proposto. Conclusão: Pode-se concluir que o programa d
e estabilização segmentar foi efetivo na redução da dor e na melhora da função nestes pacientes, demonstrando assim ser um método efi caz de tratamento de lombalgias.

Fonte: Revista Fisioterapia e Movimento
Imagem: Acervo Pessoal

domingo, 8 de maio de 2011

O que está errado na Fisioterapia. Segundo Fisioterapeuta

Nas vésperas de 13 de outubro de 2010 o brilhante profissional fisioterapeuta Paulo Henrique Palácio fez o seguinte desbafo em seu blog: http://sinapseph.blogspot.com/


Dia 13? Prefiro o dia 12, 20 e quem sabe um dia o 18!!!

Dia 13, dia de celebração?

Vejamos:

- Proliferação de cursos em instituições de ensino superior (???) sob a óptica exclusivamente capitalista.

- Para ingressar em um deles, basta fazer como o Tiririca: teoricamente não ser analfabeto (mas se for, não tem problema).

- “Acadêmicos” que no sexto semestre ainda acham que estão no 1° ano de um colégio e se comportam como se estivessem na 5ª série.

- Professores que presenciam junto aos alunos irregularidades ou falta de respeito com a profissão, mas não tomam atitudes, apenas sugerem covardemente que não levem em consideração tais fatos pois os mesmos são “normais” e “irrelevantes”.

- Colegas que ingressam em mestrados e doutorados para se tornarem mão de obra barata de pesquisas de médicos e farmacêuticos desenvolvendo a ciência deles e não a nossa. (a propósito, ela existe?).

- Colegas que são coniventes com essa situação cuja culpa é apenas do conselho e dos planos de saúde, segundo eles.

- Se você chegar em uma dessas clínicas, verá que o tratamento da entorse do tornozelo à paresia decorrente de quimioterapia é o mesmo: TENS, gelo, infravermelho e ultrasom (a ordem depende do aparelho que estiver desocupado no momento. Então para que serve um curso de graduação? Um do senac já seria suficiente).

- E quando um deles consegue um “emprego” de 40 horas semanais ganhando R$ 1.200,00, acha que já atingiu quase o topo da carreira e começa a se acomodar.

- Os cursos de graduação não formam profissionais, mas zumbis, alienados, pessoas fracas que não sabem enfrentar desafios.

- Cursos profissionais tornaram-se nicho de mercado e surgem bizarrices como aprender a utilizar um bambu ou aplicar CO2 pele adentro.

- Mesmo depois de 40 anos, mais da metade da população não conhece seu papel na saúde (e talvez na mesma proporção entre os próprios profissionais). Com todos esses fatos não seria diferente.

Com tudo isso, quem sofre é a população que deixa de se beneficiar do potencial que pode ser oferecido pela profissão. E mais ainda, aqueles colegas que vestem a camisa da fisioterapia, mas que estão prestes a tirá-la devido ao calor de tanta mediocridade!!!

Portanto, o momento não é de festa ou de parabéns. Mas sim de “puxão de orelha”, reflexão e atitude.

Longa vida (ou sobrevida) à essa criança que nasceu pré-termo, à forceps, aspirou mecônio e ainda não consegue andar devido a uma PARALISIA CEREBRAL!!!

Fonte: Blog Fisioterapeia & Saúde (Jornal O Povo)

Texto adaptado por conter informações referentes ao estado do Ceará, os quais não dizem respeito ao nosso estado (Pernambuco). As informações retiradas não mudam o objetivo do texto.

Fisioterapia de Péssima Qualidade

Nos últimos 20 anos tenho observado a população exigindo cada vez mais que os serviços de Fisioterapia se renovem, evoluam, se estruturem, enfim, estejam prontos para atender a grande demanda existente. Mas, diariamente escuto queixas sobre tais serviços oferecidos por clínicas e hospitais da rede privada. Por inúmeras vezes recebi pacientes queimados por equipamentos mal utilizados, outros com o quadro piorados depois de iniciar a Fisioterapia, vários com subluxações vertebrais ou estiramentos ligamentares por manipulações erradas da coluna e quase todos dizendo a mesma coisa: “Eu não acredito que a Fisioterapia possa fazer algo por mim”.

É realmente lastimável que grande parte da população não consiga ter acesso aos SERVIÇOS PROFISSIONAIS DE FISIOTERAPIA. Afirmo, sem pestanejar, que hoje mais de 80% dos SERVIÇOS PRIVADOS DE FISIOTERAPIA estão funcionando através de mão-de-obra não especializada, ou melhor, MÃO-DE-OBRA ILEGAL.

São AUXILIARES DE FISIOTERAPIA, que usam “branco” e se espalham diariamente em vários ambientes ditos como seguros para a realização dos tratamentos Fisioterapêuticos. Cabe ao CREFITO fazer valer a lei e proteger a população dessa prática, cabe a população negar-se a esse tipo de atendimento denunciando tais locais e cabem aos acadêmicos que desejam sobreviver dessa profissão não se submeterem a essa prática.

Os planos de saúde, enquanto cobram verdadeiras fortunas aos seus associados, não respeitam os profissionais Fisioterapeutas e pagam valores ridículos que dificultam a profissionalização dos serviços que “atendem por convênio”. Cria-se daí um ciclo: Como eu não recebo eu não ofereço o serviço. O usuário que resolva.

Se você, leitor, deseja usufruir de uma serviço de Fisioterapia Profissional não aceite ser atendido por auxiliares que sem nenhuma responsabilidade técnica expõe vossa saúde a riscos desnecessários. Procure o CREFITO (Conselho Regional de Fisioterapia e Terapia Ocupacional) de sua cidade e peça informações sobre os serviços que estão dentro dos padrões exigidos.

Em Recife o CREFITO 1 atende pelo número (81) 3081.5000, http://www.crefito1.org.br/

Por: Luís Henrique Cintra
Publicado em: Blog Fisioterapia & Saúde (Jornal o Povo)

quinta-feira, 5 de maio de 2011

Conheça mais sobre o Conceito Mulligan de Tratamento

O Conceito de Mulligan é um método de Terapia Manual que foi criado por Brian Mulligan, Fisioterapeuta neozelandês, nos anos 80. Actualmente, é utilizado na avaliação e tratamento de pacientes com disfunções neuro-músculo-esqueléticas em todo o mundo.

As técnicas de tratamento englobadas neste conceito são bastante funcionais e pressupõem a eliminação imediata de dor ou limitações de amplitude de movimento, promovendo, de um modo imediato, a funcionalidade. São aplicadas técnicas de tratamento manual, auto-tratamento e TAPES, cujos efeitos imediatos têm sido demonstrados quer clínica, quer cientificamente, em revistas internacionais de elevado fator de impato da área da Terapia Manual (JOSPT, Manual Therapy, Physical Therapy, JMPT, JMMT, etc.) e da área médica (BMJ, Spine, Pain, Clinical Biomechanics, etc.)

De um modo geral, o sucesso destas técnicas explica-se pela correcção de falhas posicionais articulares e/ou produção de efeitos neurofisiológicos.


Fontes: http://www.mulliganconcept.net/ e Youtube

Nota: O Dr. Ewertom Cordeiro possui formação neste Conceito de Tratamento desde 2005, com certificação pela Mulligan Concept Teacher Association.

terça-feira, 3 de maio de 2011

Conceito Maitland de Tratamento: Uma importante ferramenta para o manejo de desordens musculoesqueléticas

A abordagem de terapia manual do fisioterapeuta Geoffrey Douglas Maitland (1924-2010) surgiu na Austrália, na década de 60, tendo se espalhado pelo resto do mundo, formando a base da terapia manual fisioterapeutica. O conceito fundamental de tratamento das desordens músculoesqueléticas foi influenciado por este conceito (Maitland 1986).

O conceito que Maitland introduziu é baseado em observações clínicas. Essas observações clínicas surgiram como resultado de uma abordagem sistemática no exame e tratamento dos sinais e sintomas presentes no paciente. Essa abordagem sistemática envolve a avaliação dos sinais e sintomas clínicos do paciente e a avaliação que os efeitos das técnicas de tratamento tem sobre esses sinais e sintomas.

Já que o valor de uma técnica nos sinais e sintomas presentes podem ser avaliados, o fisioterapeuta é possuidor da capacidade de escolher a técnica de tratamento mais eficiente.

Grande parte da importância do conceito reside na avaliação manual dos movimentos fisiológicos (Osteocinemáticos - Macromovimentos) e acessórios (Artrocinemáticos - Micromovimentos) articulares. Este exame manual é parte essencial do diagnóstico físico de disfunções da coluna realizado pelo fisioterapeuta manipulativo (Jull et al, 1994). A capacidade do fisioterapeuta manipulativo em detectar o segmento patológico em pacientes com dor é considerada confiável quando comparada a bloqueios anestésicos, discografia provocativa, mobilidade em RX e imagem ultrasonográfica de espasmo e inibição dos músculos (Behrsin & Andrews 1991; Hides et al, 1994; Janos & Ray 1992, Jull et al, 1988).


Lesões e patologias podem produzir disfunções destes movimentos fisiológicos e os mesmos podem ser reestabelecidos através de técnicas de mobilização (movimentos oscilatórios) e manipulação (movimentos de alta velocidade). Pesquisas têm mostrado que tal tratamento é mais eficaz do que o tratamento tradicional (Ottenbach e DiFabio 1994). Por exemplo, a terapia manipulativa espinhal (tanto a mobilização quanto a manipulação) é mais eficaz no tratamento da dor lombar do que cuidados médicos e tratamento conservador tradicional (van Tulder et al 1994).


Extraído de: Terapia Manual
Imagens: IMTA e Acervo Pessoal

Nota: O Dr. Ewertom Cordeiro têm formação no Conceito Maitland de Tratamento pelo Advanced Manual Terapy Institute e trabalha com o método há 7 anos.

domingo, 1 de maio de 2011

Conheça a Osteoaptia!

Você sabia que em paises desenvolvidos como a Suiça, é comum que as pessoas passem por um osteopata, antes mesmo de pensar em ir ao médico?

Que as crianças passam por sessões de osteopatia craniana logo após o nascimento, antes de ter alta hospitalar?


Você sabia que a Osteopatia pode tratar problemas como asma, gripe, gastrite, labirintite, enxaquecas?

São questões como essas que gostariamos que fossem difundidas, pois temos a certeza de que a Saúde do brasileiro poderia ser muito melhor se a Fisioterapia fosse mais valorizada.
Desta forma eu convido a ler um texto extraído do livro Autobiography of A. T. Still (o pai da Osteopatia), onde ele conta sobre as suas primeiras descobertas sobre a osteopatia,publicado em 1897...

“(...) pode-se dizer que essa foi minha primeira descoberta na ciência da Osteopatia. Comecei a odiar drogas cedo na minha vida. Um dia, quando tinha cerca de dez anos de idade, eu sofria de dor de cabeça. Fiz um balanço com o arado do meu pai, amarrei a corda entre duas árvores, mas minha cabeça doía demais para fazer balanço confortável, então deixei a corda cerca de oito ou dez centímetros do chão, no final lancei um cobertor sobre ela, e eu me deitei no chão e usei a corda como um travesseiro balançando. Assim eu me deitei de costas estirado, com meu pescoço do outro lado da corda. Logo me tornei relaxado e fui dormir, levantei em pouco tempo e a dor de cabeça tinha ido embora. Como não sabia nada de anatomia, não questionei como uma corda pode parar a dor de cabeça e enjoo que me acompanhava. Após essa descoberta eu relaxava meu pescoço quando eu sentia os sintomas chegando. Eu segui o tratamento vinte anos antes da cunha da razão atingir meu cérebro, e eu pude ver que havia suspendido a ação dos nervos grande occipital, e restaurei a harmonia do fluxo de sangue arterial para e através dos vasos, como o leitor pode ver. Tenho trabalhado desde os dias de uma criança, por mais de cinquenta anos, para obter um conhecimento mais aprofundado do funcionamento da máquina da vida, para produzir facilidade e saúde. E hoje eu sou, como me foi há cinquenta anos, completamente estabelecida na crença de que a artéria é o pai dos rios da vida, saúde e conforto, e sua lama ou água impura é o primeiro em todas as doenças. (...)”


A.T. Still Osteopata – 1897 – Autobiografia

Fontes: Fisioterapia FISIOM e Youtube

Fumar pode causar dor nas costas

O cigarro é sempre citado como um dos fatores de risco para doenças respiratórias, do coração (como infarto) e câncer (principalmente os de boca e os de pulmão). No entanto, dificilmente é relacionado com o aparecimento de dores nas costas.

Mas saiba que fumar acelera o aparecimento da hérnia de disco, um desgaste da estrutura da coluna existente entre as vértebras, semelhante a um amortecedor.

A fumaça do cigarro diminui a circulação sanguínea nos platôs sob o disco, evitando que os nutrientes cheguem ao local. O disco resseca, se desgasta mais facilmente e racha, explica João Luiz Pinheiro Franco, neurocirurgião e revisor científico do jornal Spine, a publicação internacional de maior prestígio sobre a coluna.

O problema é progressivo, ou seja, quanto antes o indivíduo começar a fumar, maiores suas chances de desenvolver o problema. Os sintomas iniciais são dores nas costas e um leve inchaço no local, que pode progredir.

“A hérnia pode ser incapacitante se tiver alterações neurológicas associadas. Se houver alteração da condução do nervo para perna, pode ter erro de condução para estímulo de músculo, atrofia e perda de sensibilidade”, alerta Ricardo Nahas, ortopedista do Hospital Nove de Julho.

Fatores de risco

Além do cigarro, obesidade, sedentarismo e herança genética são as características que predispõem o indivíduo ao desenvolvimento da hérnia de disco.

O desgaste nas estruturas da coluna começa naturalmente a partir dos 35 anos. Quem não apresenta nenhum desses fatores dificilmente terá a doença ou suas possíveis complicações. Mas basta que alguém na família tenha histórico do problema, para o risco chegar a 30%. Associado a qualquer um dos fatores acima, esse índice sobe para 50%.



“A predisposição genética é um fator poderoso. A pessoa pode ser magra e saudável e mesmo assim desenvolver um quadro doloroso”, afirma Nahas.

O tipo de trabalho e a carga exercida sobre a coluna também precisam ser analisados. Pessoas que trabalham carregando peso ou em qualquer função que exija da coluna estão mais propensas a apresentar o desgaste.

Prevenção e correção

É difícil prevenir a hérnia de disco em pessoas com forte predisposição genética. No entanto, vale a pena adotar um estilo de vida mais saudável. Exercícios físicos regulares e controle do peso são duas medidas simples que podem ajudar a retardar o aparecimento da hérnia ou até mesmo evitá-la.

Se ela já se instalou, o processo não pode ser revertido, mas os sintomas – principalmente as dores – podem ser contornados. A primeira medida é a melhoria na qualidade de vida. Fisioterapia ou reeducação postural são ferramentas essenciais nesse caminho.

“São tratamentos simples, mas que combatem o processo inflamatório na coluna”, afirma Franco.

“O tratamento inicialmente é clínico com medicação analgésica, anti-inflamatório e fisioterapia. Nos casos de dor muito intensa podemos realizar bloqueios analgésicos perto das raízes nervosas. Nos casos em que há falha desse tratamento ou quando além da dor há uma diminuição de força ou alterações importantes de sensibilidade, realizamos o tratamento cirúrgico”, avalia Luciano Miller, ortopedista da Clínica Colunar.

Dores persistentes na coluna ou na perna por mais de três meses, que não melhoraram com os tratamentos chamados conservadores (fisioterapia e atividades físicas), fazem desse paciente o candidato perfeito para uma intervenção.

“Quando os sintomas passam a prejudicar a qualidade de vida do paciente e os outros métodos falharam, então é indicado um procedimento”, conclui Nahas.

“A descompressão do nervo é realizada por microcirurgia com o uso de microscópio e pequenas incisões, ou por meio de endoscopia que, em alguns pacientes, é realizada apenas com sedação e anestesia local. Com isso o paciente pode ter alta hospitalar no mesmo dia do procedimento”, explica Miller.

Fonte: Jornal Correio Braziliense - Infografista: Valdo Virgo
Extraído de: Blog Fisioterapia & Saúde (Jornal  O Povo)