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domingo, 16 de outubro de 2011

Super Humanos

O sul-africano Oscar Pistorius chamou a atenção do mundo ao ganhar nos tribunais o direito de participar do último Mundial de Atletismo, na Coreia do Sul. Conhecido como "Blade Runner", Pistorius é biamputado e corre com duas lâminas no lugar das pernas. O caso dele iniciou uma discussão no esporte e fez surgir novos casos. O quarto episódio da série "Super-Humanos", do Esporte Espetacular, apresenta Amy Palmiero-Winters, uma americana de 39 anos que disputa corridas de longa distância, muitas delas com mais de 200km. Incrivelmente, ela conseguiu adaptar perfeitamente a prótese que usa ao seu corpo e hoje dá muito trabalho aos atletas sem deficiência.

Amy sempre gostou de correr e, em 1994, quando voltava de um treino, sofreu um acidente. A pequena moto em que estava foi atingida por um carro desgovernado e sua perna esquerda foi esmagada. Os médicos tentaram de tudo, mas depois de três anos de tratamento e 27 cirurgias, ela aceitou a amputação da perna logo abaixo do joelho. Divorciada e com dois filhos para cuidar sozinha, Amy tinha que lidar com a deficiência, mesmo assim, não desistiu da corrida.

- Eu tinha que ter uma prótese que me deixasse alcançar os objetivos que eu estabelecia para mim. E eu precisava de alguém que tivesse a tecnologia e a criatividade de me ajudar a alcançá-los - lembrou Amy.

A americana começou então a pesquisar tudo sobre próteses para corrida e acabou descobrindo o que seria sua salvação. Além de encontrar a solução para a sua deficiência na fábrica Step Ahead (Um passo a frente, em português), ela ainda conseguiu um emprego. Hoje, ela trabalha vendendo próteses e é a melhor "garota-propaganda" da empresa. Se algum cliente duvidar dos equipamentos, ela mesma pode colocar e mostrar a eficiência do produto.

- A primeira coisa que me perguntaram quando entrei aqui foi: quais são seus objetivos? O que você quer fazer? Eu disse: quero correr 100 milhas. Eles olharam para mim como se eu fosse uma louca.

O presidente da empresa, Eric Schaffer, ainda recorda bem do encontro de 1997. E ele realmente achava que aquela mulher não batia bem da cabeça.

- Eu pensei: nossa, essa maluca não faz ideia do que está pedindo. Demorei anos para conseguir montar uma prótese para alguém correr provas mais simples, de 5km ou 10km, e eu já achava o máximo. E de repente ela pedia algo incrivelmente maior. Não havia em nenhum lugar no mundo uma prótese construída para alguém correr 200km. A maioria dos amputados do mundo quer apenas ter conforto e fazer coisas normais do dia a dia. Aí pensei bem, e vi que ter a oportunidade de construir uma prótese para uma corrida de 200km era algo que seria marcante em minha carreira - contou.

E essa parceria deu resultados surpreendentes. No ano passado, Amy correu uma prova de 24 horas, percorreu 210km sem parar e era a única amputada na disputa. Foi aí que ela conseguiu um feito inédito: ganhou vaga na seleção americana de corrida de rua - no time para atletas sem deficiência.

- Nós estamos vendo algo que está muito à frente do nosso tempo. Nenhum amputado jamais competiu no mesmo nível de pessoas normais em torneios nacionais aqui nos EUA, e muito menos em competições internacionais. É uma façanha incrível, difícil até de traduzir em palavras - disse Eric Schaffer.

- O que mais impressiona nessa atleta é como ela integrou muito bem essa prótese, esse elemento externo, ao próprio corpo. É quase imperceptível. Se você não puder ver a prótese, você não consegue distinguir qual lado dela é afetado ou não. De tão bem que está integrado. De tão bem que está coordenado a ação dessa prótese com o joelho natural, com o quadril natural, com todo o corpo dela - disse Marcos Duarte, físico e doutor em biomecânica da USP.

Mas o caminho até aí não foi nada fácil. No início, o trabalho era pesado e complexo. Testes na esteira para começar. Mais tarde, distâncias maiores, como os 42km da maratona. Amy foi melhorando a cada dia, até fazer, com a prótese, uma marca melhor do que tinha quando ainda não era amputada.

- Eu liguei então para o diretor da prova de 200km, disse que usava uma prótese e avisei que queria correr. Ele disse: de jeito nenhum, não há a menor condição. Ninguém nunca fez isso aqui. Aí percebi que era exatamente aquilo que eu queria fazer. E fui. Cruzei a linha de chegada em último, bem próximo do tempo limite estabelecido pela organização. Mas havia encontrado minha paixão na vida - revelou Amy.

O problema era que o caminho para integrar perfeitamente a prótese ao corpo não seria nada fácil. Amy Palmiero sentia muita dor, principalmente quando encarava terrenos acidentados. Além disso, a prótese não absorve o impacto no chão como uma perna normal. Apesar de todas as adversidades, a americana seguia melhorando seu desempenho e já incomodava outros competidores.

Tecnologia x Esporte
Foi aí que surgiu a polêmica, a mesma que Oscar Pistorius enfrentou: será que a prótese, por ser mais leve que a perna natural, não dava uma certa vantagem como atleta, por carregar menos peso? Será que Amy estava sendo turbinada pela tecnologia? Os cientistas entraram na discussão para colocar um ponto final no debate: o corpo humano ainda desempenha melhor a função.

- Mesmo com essa superprótese, ela tem um desempenho duas vezes e meia menor do que se ela tivesse um tornozelo íntegro, um pé de verdade. Então de forma alguma essa prótese está ajudando ela nesse desempenho - disse Marcos Duarte.

Portanto, agora a Ciência tenta entender como, mesmo em desvantagem, Amy Palmiero consegue resultados tão incríveis e vitórias sobre pessoas sem deficiência. O primeiro fator é que ela treina muito. Mesmo no trabalho, sempre que há um intervalo, Amy corre na esteira. No fim do dia, passeia com os filhos Carlsen e Magdy e aproveita para correr mais um pouco, chegando a percorrer 60km em apenas um dia de treinamento. E o mais importante, Amy transformou todo o seu corpo, do cérebro aos pés, para se adaptar às próteses. Com isso, virou uma máquina de correr. Uma mulher biônica. E o segredo parece estar no quadril:

- Você tem que ter outras estruturas para compensar. Uma das estruturas mais comprometidas em amputados que usam prótese é o quadril. Porque você vai transmitindo esses impactos do chão e, como não tem joelho e tornozelo, acaba usando muito o quadril. Então toda a musculatura que envolve o quadril, glúteo, etc., está desempenhando um papel especial, para compensar essa deficiência que ela tem lá em baixo no tornozelo - constatou Marcos Duarte.

Enquanto isso, a americana é viagiada de perto pelos cientistas. Se eles conseguirem desvendar como essa mulher transformou o corpo para receber a prótese, muita gente que passou pelo mesmo trauma que ela pode ser beneficiada.

Veja o vídeo da matéria em:


sexta-feira, 16 de setembro de 2011

Cuidar da saúde dos pés previne dores e problemas futuros

Cuidar da aparência dos pés, fazer as unhas, lixá-los e hidratá-los é fundamental. Mas também é preciso conhecer qual é o seu tipo de pé e de pisada na hora de comprar um sapato, por exemplo. Essa noção sobre si mesmo ajuda a evitar problemas ortopédicos e musculares.

A saúde dos pés foi tema do Bem Estar do dia 31 de agosto, que recebeu no estúdio a doutora em biomecânica Isabel Sacco e o preparador físico José Rubens D'Elia. Eles falaram sobre os prós e contras de alguns calçados, escalda-pés, cãibras, salto alto e dor, entre outros assuntos relacionados.

Tipos de Pés



O consultor de atividade física também passou uma série de alongamento que serve para todo tipo de pé, mas é mais importante para o cavo. Da mesma forma que é bom se alongar ao acordar, para melhorar a postura e esticar os músculos, é importante alongar os pés, que têm mais articulações que as pernas.

Já os exercícios de fortalecimento, que podem ser feitos com a ajuda de uma toalha, também são importantes para quem usa muito os pés e vive se mexendo, correndo, andando, praticando esporte e usando calçados apertados, o que impede movimentos naturais e fisiológicos.

O fortalecimento é especialmente indicado para quem tem os pés planos (ou “chatos”), porque ficam por inteiro em contato com o chão, principalmente a planta, que se torna a parte mais atingida, ficando fraca e rebaixada.

5 dicas para os seus pés:
1 – Hidrate-os

As células da superfície da pele absorvem o hidratante e ficam mais saudáveis. Quando você deixa o pé seco, ele se machuca e abrem pequenas rachaduras, que servem de porta de entrada para bactérias. O creme evita essas fissuras, e há duas coisas importantes para observar na hora de comprar um hidratante. Primeiro, eles devem conter, preferencialmente, lanolina e vaselina. Além disso, é bom evitar passar muita lixa, porque isso aumenta a calosidade e engrossa a sola.
2 – Observe-os ao final do dia

Ficar atento a calos, bolhas e manchas avermelhadas pode ajudar você a entender se está usando um sapato adequado ou não. Se perceber que o sapato está deixando o pé marcado, pode ser um sinal de que precisa mudar de calçado. Às vezes, aumentar ou melhorar a amarração já pode ser suficiente.

3 – Opte pelo sapato mais flexível

Na hora de comprar um calçado, uma boa dica é sempre optar pelo mais maleável. Borracha dura e solados muito rígidos são problemas que prejudicam a todos, mas ainda mais quem anda muito. O movimento anatômico do sapato na hora de mover o pé é imprescindível.

4 – Para caminhadas, use amortecedor

Na hora de escolher um sapato para caminhar ou correr, é fundamental perceber se ele tem amortecedor. Quando você caminha, seu corpo recebe impacto. No dia a dia, amortecer essa pressão é importante, ainda mais para quem corre ou caminha por muito tempo ou para quem está começando.

5 – Ande mais descalço

Andar descalço é bom porque preserva a saúde dos pés e mantém os músculos ativos, as articulações móveis e as juntas saudáveis. O pé é tão vivo quanto suas coxas, pernas e braços. Pé dentro de calçado fica “enjaulado”, com pouca possibilidade de se mexer. Pode-se andar descalço com meia, para quem não gosta de caminhar com os pés diretamente no chão. Só é preciso cuidar com os idosos, que tendem a escorregar mais. Por isso, eles precisam de sapatos antiderrapantes.

Vantagens e desvantagens de 10 tipos de sapato:
1 - Plataforma: aumenta o risco de quedas, tira a estabilidade da caminhada, reduz a mobilidade e altera a forma de apoio em mata-borrão dos pés, que é esperada no andar normal.
2 - Salto alto com bico fino: muda a estrutura e a forma de andar, o bico comprime os dedos, encurta os músculos da batata da perna, aumenta a lordose lombar e favorece as cãibras nos pés e nas pernas.
3- Salto baixo com bico redondo: é melhor que o alto, e o bico arredondado é mais indicado para os dedos.
4 - Sapato tipo de boneca: não tem problemas, é confortável e tem o bico redondo e sem salto. Só é pouco flexível.
5 - Bota de cano alto com salto: o salto pode aumentar o risco de quedas ao tirar a estabilidade dos pés.
6 - Bota de cano baixo sem salto: é melhor, pois o cano baixo protege mais contra torções em relação ao calçado que não é bota nem tem salto.
7 - Sapato social de homem: tem pouca flexibilidade. É preferível um sapatênis para quem caminha ou fica em pé por muito tempo.
8 - Sapatênis: é melhor que o sapato social, porque o cadarço ajuda a fazer o ajuste com o tamanho dos pés e é mais flexível. Também absorve mais o impacto do dia a dia.
9 - Tênis com solado alto: é muito ruim, prejudica a pisada e não favorece os pés. O problema está na distância do calcanhar em relação ao chão.
10 - Tênis para corrida e caminhada: não pode ter um amortecedor muito grande (no máximo, de 2 a 3 cm de altura), mas também não pode ter palmilha reta. Precisa ser flexível e confortável.


quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Obrigado pelas Visitas

Este é um post curto e simples, mas visa expressar toda minha gratidão a todos que visitam o Blog EC - Fisioterapia Especializada.

Hoje o blog atingiu, mesmo sem nenhuma divulgação, a marca das 10.000 (dez mil) vizualizações de páginas. Nós últimos 2 meses o blog teve a visita de 956 pessoas, sendo 672 o número de novos visitantes.

Agradeço a todos os visitantes, mas em especial os quase 300 visitantes fieis ao blog.

Espero poder estar trazendo sempre temas atuais e informativos sobre Fisioterapia e minhas áreas de atuação.

Cordial abraço a todos os visitantes.

Dr. Ewertom Cordeiro
Fisioterapeuta
Especialista em Acupuntura e Osteopatia

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Efeitos da bandagem Kinesio comparada a bandagem esportiva não elástica

Efeitos da bandagem Kinesio comparada a bandagem esportiva não elástica (rídida) e sem bandage durante uma perturbação em inversão súbita em atletas masculinos
Kristin Briem, Hrefna Eythörsdöttir, Ragnheidur G. Magnúsdóttir, Rúnar Pálmarsson, Tinna Rúnarsdöttir, Thorarinn Sveinsson. J Orthop Sports Phys Ther 2011;41(5):328-335
PROJETO DO ESTUDO: Estudo de laboratório controlado.

OBJETIVOS: Examinar o efeito de 2 tipos de bandagem adesiva comparada a nenhuma na atividade muscular do fibular longo durante uma perturbação repentina em inversão nos atletas masculinos (futebol, handball, basquetebol).

BACKGROUND: As entorses de tornozelo são comuns nos esportes, e os músculos fibulares tem um papel em fornecer a estabilidade funcional do tornozelo. A bandagem do tornozelo profilática com bandagem esportiva não-elástica tem sido usada para restringir a inversão do tornozelo. A bandagem Kinesio, uma bandagem elástica esportiva não foi estudada para essa finalidade.


MÉTODOS: Cinquenta e um atletas masculinos de primeira divisão foram testados para a estabilidade funcional de ambos os tornozelos com o Star Excursion Balance Test. Baseado nos resultados, aqueles com as 15 pontuações mais elevadas e aqueles com as 15 mais baixas da estabilidade foram selecionados para um teste adicional. A atividade muscular do longus dos fibularis foi então medida por eletromiografia de superfície durante uma perturbação repentina da inversão. Cada participante foi testado sob 3 circunstâncias: bandagem no tornozelo não elástica, bandagem Kinesio Tape para o tornozelo, e sem nenhuma bandagem no tornozelo.

RESULTADOS: A atividade muscular média significativamente maior foi encontrada quando os tornozelos estavam com a bandagem não elástica comparada a nenhuma bandagem, enquanto a Kinesio Tape não teve nenhum efeito significativo na atividade muscular média ou máxima comparada a nenhuma bandagem.

CONCLUSÃO: A bandagem esportiva não-elástica pode aumentra o suporte dinâmico dos músculos do tornozelo. A eficácia de Kinesio Tape em impedir entorses de tornozelo através do mesmo mecanismo é improvável, já não teve nenhum efeito na ativação do músculo fibular longo.

Fonte: J Orthop Sports Phys Ther 2011;41(5):328-335
Imagens: Google

sábado, 3 de setembro de 2011

Novela "MORDE E ASSOPRA" - Nota de desagravo à Fisioterapia


O Conselho Federal de Fisioterapia e Terapia Ocupacional – COFFITO, no exercício de suas funções legais de regulamentador das profissões de Fisioterapeuta e de Terapeuta Ocupacional e diante de sua missão pública de preservação da saúde da população Brasileira, bem como diante de sua responsabilidade pela qualidade da informação relativa ao exercício dessas profissões, vem a público manifestar seu DESAGRAVO À FISIOTERAPIA em face da veiculação equivocada e desprovida de qualquer conteúdo técnico de cena da novela “Morde e Assopra” que foi ao ar ontem, pela Rede Globo de Televisão.

O Fisioterapeuta é um profissional pleno cuja atuação não depende de qualquer outro profissional da saúde para lhe prescrever tratamento ou qualquer conduta afeita ao seu conhecimento técnico. Ressalta, também, o COFFITO, que, no BRASIL não há qualquer sustentação legal para o exercício da Fisioterapia por profissional Técnico ou Auxiliar, sendo, portanto, a informação, mesmo que decorrente de representação dramática, quanto à existência de Técnico em Fisioterapia, afronta os princípios Constitucionais que suportam o exercício regulamentado da profissão de Fisioterapia, além de ofender de morte, a idoneidade do imaginário coletivo do público alvo do aludido programa.

O COFFITO empreenderá todos os esforços para corrigir a distorção perpetrada pela emissora, bem como atuará, prontamente, para restabelecer a verdade do conteúdo da informação difundida, mediante o subsídio completo ao Diretor do programa sobre o conceito e os limites institucionais a que a Fisioterapia e o Fisioterapeuta se vinculam.

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Tratamento da Entorse de Tornozelo através do Conceito Mulligan

Por: Barbara Hetherington
Publicado em: Manual Tharapy

Por ser uma lesão comum, virtualmente todos os fisioterapeutas já trataram um caso de entorse de tornozelo em algum momento de suas vidas profissionais. Não se trata de uma lesão reservada aos atletas de elite e atinge todas as faixas etárias. A maioria dos pacientes com entorse de tornozelo descrevem uma força de inversão/flexão plantar e acredita-se que o ligamento lateral, especialmente suas fibras anteriores tenham sido lesadas.

Existem muitas formas diferentes de tratamento de entorse de tornozelo, variando do tratamento caseiro até manejos ortopédicos elaborados. O manejo fisioterapêutico típico destas condições irá incluir gelo, eletroterapia, terapia manual, exercícios ativos, imobilização, e retreinamento proprioceptivo em várias formas. Eventualmente a maioria dos pacientes se recupera, porém há pacientes que continuam a se queixar de “tornozelo fraco” os quais tendem se lesionar novamente.

A abordagem do conceito Mulligan de falha posicional como resultado da lesão é uma outra opção no manejo das entorses. O manuseio com sucesso de entorses de tornozelo foi alcançado por meio do tratamento com os princípios e aplicações de “Mobilização com Movimento” conforme descrito por Mulligan no qual a fíbula distal é reposicionada posteriormente.

Para o tratamento inicial, o paciente é posicionado confortavelmente em supino, com um travesseiro de areia sob a perna. A inversão é geralmente o movimento mais restrito e portanto o movimento que deve ser recuperado primeiro. O maléolo lateral é deslizado posteriormente por meio de pressão aplicada pela eminência tenar do terapeuta. Um pedaço de espuma pode ser posicionado entre a mão do terapeuta e o maléolo do paciente para maior conforto. Enquanto é sustentado o deslizamento, o paciente realizava uma inversão ativa.

Garantindo que este movimento ativo foi livre de dor, é então realizada uma série de 10 repetições. Três séries de 10 repetições são geralmente para o tratamento inicial. Uma sobrepressão passiva suave pode ser adicionada aos movimentos ativos do paciente tanto pelo terapeuta quanto pelo próprio paciente usando uma cinta de terapia manual. A reavaliação dos movimentos de tornozelo geralmente revelavam um aumento importante da amplitude de movimento de inversão livre de dor.

Em seguida ao tratamento ativo, cada paciente recebe bandagens. Duas bandagens de 25mm, com aproximadamente 15cm de comprimento são usadas. Um deslizamento posterior é aplicado para reposicionar a fíbula distal. A bandagem é  aplicada angulada sobre o maléolo lateral de forma que ela envolva o tornozelo para manter o re-alinhamento posterior da fíbula distal em relação à tíbia. A segunda parte da bandagem é sobreposta sobre a primeira para aplicar uma força adicional. Com o apoio da bandagem, o padrão de marcha do paciente melhora substancialmente e a performance no teste de apoio unipodal com os olhos fechados é comparável ao do lado não lado afetado. A bandagem é  trocada após 24 horas e em alguns casos é necessário manter a bandagem por um período superior a 2 semanas.

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Manejo da Pubalgia pela Osteopatia

Muitos atletas, sobretudo do futebol, apresentam dores ao exercer sua profissão e perdem o  rendimento por estar sofrendo dores na região do púbis, ou mais conhecido como pubalgia.

Mas você sabe onde é o púbis?

Vamos aos fatos: para achar o seu púbis basta colocar as mãos no umbigo e descer em direção aos órgão genitais. O primeiro osso que encontrar BINGO!! É o púbis . Não se assuste se for meio dolorido é normalmente assim.

Esse osso na verdade é uma das três partes do osso que compõem a bacia. Quando somos pequenos e não estamos com toda a estrutura óssea desenvolvida a bacia é formada por três ossos: ílio , ísquio e ele, o púbis.

Após o período de desenvolvimento eles se juntam, mas mesmo assim nos referimos a eles como três ossos separados.

Muitos problemas podem causar dor nessa região, e um diagnostico diferencial muito apurado deve ser realizado, incluindo possíveis hérnias (inguinal e femoral), prostatite, uretrites, causas iatrogênicas secundárias a procedimentos pélvicos, separação da sínfise púbica causada pelo parto, infecções etc.

No caso do jogador futebol, o mais comum e provável é que, por causa de sua atividade e profissão, ele tenha tido algum comprometimento na musculatura que possa estar desenvolvendo dores nessa região. Normalmente os músculos da coxa, principalmente os adutores, que tem sua origem na região do púbis estão comprometidos e necessitam de uma atenção especial na hora do tratamento.

Em uma visão um pouco mais abrangente, não podemos somente ter olhos para o local do problemas de nosso cliente.

Num ponto de vista global e principalmente para aquele cliente que chega em seu consultório somente com esse diagnóstico clinico é necessário atentar a outros pontos para poder saber realmente a origem do problema.

Abdominais principalmente por causa de sua origem e inserção, as ultimas costelas, por causa do item anterior, os pés, pois pode estar realizando uma pisada errada e estar compensando na região do púbis e o que eu vejo como muito importante que é a mobilidade do ilíaco.

Biomecanicamente o ilíaco tem três eixos de movimento e neles podem ser realizados os seguintes movimentos: Anteriorização/posteriorização, in flare / out flare e rotacao interna/externa.

Sem querer me aprofundar, mas aprofundando, não esquecer da relação direta com o fêmur, que por uma incrível coincidência tem inserção da musculatura adutora, que poder estar comprometida.

Mas, essas são apenas algumas das possíveis regiões que podem ocasionar ou estar afetadas em uma pubalgia, faz-se necessário uma avaliação criterisosa para se chegar a origem dos sintomas e as adaptações geradas pela desordem, para só assim realizar um trabalho global e criterioso.

Após a avaliação o Osteopata lançará mão de diversas técnicas tais como streching, manipulação articular, mobilização articular, mobilização visceral, dentre inúmeras outras com o intuito de debelar os sintomas e a desordem músculo-articular, além de orientações gerais sobre exercícios e posturas a se adotar e se evitar.

Os efeitos do tratamento costumam aparecer já após a primeira consulta, mas é preciso lembrar que cada pessoa funciona de forma distinta e também que quanto mais crônico o problema mais lentos são os resultados.