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sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Osteopatia uma grande aliada ao Esporte

A técnica trata e previne lesões provenientes de qualquer modalidade, e ainda garante o rendimento e bem estar do atleta. Bruna Mahn é triatleta e faz tratamento com a osteopatia desde 2008.

Bruna Mahn
Você sabia que a técnica da osteopatia é cada vez mais utilizada para prevenir e tratar dores provenientes de atividades físicas? Trata – se de um processo de diagnóstico e terapias manuais das disfunções de mobilidade, tanto da articulação, quanto do tecido.

Para o osteopata Felipe Yamaguchi, “o mais interessante da osteopatia voltada ao esporte é que o osteopata deve agir de uma forma que o atleta possa continuar treinando, principalmente, os atletas considerados de alto rendimento (que realizam competições e, muitas vezes, profissionais). Por isso, a importância do vínculo direto com o técnico/treinador/preparador físico, pois, às vezes, o atleta tem que reduzir o ritmo dos treinos, parar por um tempo dependendo da lesão ou, muitas vezes, acontecem as adequações dos treinamentos”, explica.

A forma de tratamento, diz Yamaguchi, é dada, praticamente, da mesma maneira que um tratamento comum de osteopatia, “em que é feita uma avaliação detalhada do atleta para saber de fato qual é a origem da dor, o que torna a terapia muito eficaz”. Além disso, o profissional conta que são somadas outras técnicas como utilização de bandagens, eletroterapia, crioterapia (gelo) e recursos da fisioterapia.

Outra vantagem, é que o tratamento osteopático pode ser aplicado a qualquer tipo de esporte. “Eu, por exemplo, já atendi atirador da modalidade fossa olímpica ou tiro ao prato, nadadores, corredores, triatletas, ciclistas, tenistas, etc”, acrescenta o osteopata.

Dr. Gabriel Boal, também osteopata, afirma que a técnica, além de tudo, é feita também como forma de prevenção. “A forma preventiva de lesões que a osteopatia pode atuar é de suma importância, visto que no esporte a melhor forma de se curar uma lesão é previní-la, pois uma vez que o atleta para os treinamentos por causa de lesões, ele perde o rendimento e sua performance pode ficar prejudicada pela falta dos treinos”, orienta.

Um exemplo disso é a triatleta Bruna Saglietti Mahn, de 25 anos, que utiliza a técnica também para a prevenção de lesões. “Desde 2008, sempre que tinha uma dor recorria à osteopatia. Decidimos então, ao invés de tratar a dor, previní-la”. E Bruna já sente os benefícios do tratamento em sua rotina. “Para mim, o grande diferencial da osteopatia, é que ela busca solucionar a origem do problema, por isso, mesmo praticando esporte de alto nível e competindo provas de longa distância, quase não tenho lesões. Isso é muito importante para carreira e periodização do atleta”, elogia.

Com o desempenho evoluindo a cada dia, Bruna Mahn se diz satisfeita e recomenda a técnica para todos os outros esportivas, “principalmente, os que buscam a prevenção de lesões e uma carreira de sucesso”. Para a atleta, tudo se relaciona no corpo e, às vezes, uma lesão leve pode alterar o padrão de movimento e causar algo ainda mais grave. “Portanto, descobrindo e tratando a causa do problema, ele se resolve e tudo volta ao normal, ou fica ainda melhor. Com certeza, a osteopatia foi fundamental para as minhas conquistas e, principalmente, para a minha saúde.”

Fonte: Publicado em Fisioterapia & Saúde

Post Scriptum

A EC - Fisioterapia Especializada já tratou com sucesso atletas profissionais e amadores, destacando-se atletas profissionais do Futebol, Voleibol, Ciclismo e Paraquedismo.

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Manejo da Pubalgia pela Osteopatia

Muitos atletas, sobretudo do futebol, apresentam dores ao exercer sua profissão e perdem o  rendimento por estar sofrendo dores na região do púbis, ou mais conhecido como pubalgia.

Mas você sabe onde é o púbis?

Vamos aos fatos: para achar o seu púbis basta colocar as mãos no umbigo e descer em direção aos órgão genitais. O primeiro osso que encontrar BINGO!! É o púbis . Não se assuste se for meio dolorido é normalmente assim.

Esse osso na verdade é uma das três partes do osso que compõem a bacia. Quando somos pequenos e não estamos com toda a estrutura óssea desenvolvida a bacia é formada por três ossos: ílio , ísquio e ele, o púbis.

Após o período de desenvolvimento eles se juntam, mas mesmo assim nos referimos a eles como três ossos separados.

Muitos problemas podem causar dor nessa região, e um diagnostico diferencial muito apurado deve ser realizado, incluindo possíveis hérnias (inguinal e femoral), prostatite, uretrites, causas iatrogênicas secundárias a procedimentos pélvicos, separação da sínfise púbica causada pelo parto, infecções etc.

No caso do jogador futebol, o mais comum e provável é que, por causa de sua atividade e profissão, ele tenha tido algum comprometimento na musculatura que possa estar desenvolvendo dores nessa região. Normalmente os músculos da coxa, principalmente os adutores, que tem sua origem na região do púbis estão comprometidos e necessitam de uma atenção especial na hora do tratamento.

Em uma visão um pouco mais abrangente, não podemos somente ter olhos para o local do problemas de nosso cliente.

Num ponto de vista global e principalmente para aquele cliente que chega em seu consultório somente com esse diagnóstico clinico é necessário atentar a outros pontos para poder saber realmente a origem do problema.

Abdominais principalmente por causa de sua origem e inserção, as ultimas costelas, por causa do item anterior, os pés, pois pode estar realizando uma pisada errada e estar compensando na região do púbis e o que eu vejo como muito importante que é a mobilidade do ilíaco.

Biomecanicamente o ilíaco tem três eixos de movimento e neles podem ser realizados os seguintes movimentos: Anteriorização/posteriorização, in flare / out flare e rotacao interna/externa.

Sem querer me aprofundar, mas aprofundando, não esquecer da relação direta com o fêmur, que por uma incrível coincidência tem inserção da musculatura adutora, que poder estar comprometida.

Mas, essas são apenas algumas das possíveis regiões que podem ocasionar ou estar afetadas em uma pubalgia, faz-se necessário uma avaliação criterisosa para se chegar a origem dos sintomas e as adaptações geradas pela desordem, para só assim realizar um trabalho global e criterioso.

Após a avaliação o Osteopata lançará mão de diversas técnicas tais como streching, manipulação articular, mobilização articular, mobilização visceral, dentre inúmeras outras com o intuito de debelar os sintomas e a desordem músculo-articular, além de orientações gerais sobre exercícios e posturas a se adotar e se evitar.

Os efeitos do tratamento costumam aparecer já após a primeira consulta, mas é preciso lembrar que cada pessoa funciona de forma distinta e também que quanto mais crônico o problema mais lentos são os resultados.

segunda-feira, 6 de junho de 2011

A Osteopatia e a Saúde Oral

Como a Osteopatia pode ajudar?

A Osteopatia considera o corpo humano como um todo, como uma unidade complexa em que qualquer tipo de distúrbio ocorrido em alguma  parte do corpo pode manifestar-se em qualquer outra zona  do corpo e ter repercursões em sua totalidade.

Na perspectiva holística, um distúrbio músculo-esquelético como é o da ATM, pode afetar a biomecânica e o equilíbrio do corpo em geral.

Na abordagem Osteopática, os distúrbios da ATM interferem negativamente com as estruturas e funções de outras partes do corpo, provocando um distúrbio ou patologia. Isto porque a "estrutura governa a função" e os distúrbios em outras partes do corpo podem gerar alterações na estrutura, pois as "funções também podem governar as estruturas".

A intervenção Osteopática pode contribuir para os desbloqueio da ATM, através de técnicas de manipulação e mobilização articular e cervical, liberando e corrigindo a amplitude de movimento.

A aplicação de técnicas de relaxamento muscular ao nível da ATM, da musculatura paravertebral cervical e ombros e correção das curvaturas da coluna vertebral, pode contribuir para a analgesia e para a melhoria da qualidade de vida do paciente.

A abordagem holística

A boca não pode ser vista exclusivamente como um aparelho mastigatório, mas sim como uma estrutura complexa, que interfere em muitos sistemas orgânicos. Onde existe um conceito de interdisciplinaridade, no qual se realiza um diagnóstico funcional integrado e o planejamento da intervenção conjunta a chance de sucesso no tratamento é muito maior.

Este conceito de interdisciplinaridade contribui e muito para atenuar os mais variados tipos de sintomatologia qie o paciente pode apresentar, tais como: otalgias, neuragias e nervralgias faciais e cranianas, cervicalgias, cefaléias e enxaquecas.

A prevenção pode ser o melhor remédio. A avaliação de um paciente em uma perspectiva pode identificar e correlacionar diversos sintomas e manifestações e contribuir para a detecção precoce de determinadas alterações patológicas e o seu encaminhamento paras as respectivas especialidades.

É importante perceber-se a importância  dos problemas dentários  como geradores de diversas doenças, sendo a prevenção a melhor forma de evitar.

Tratamentos preventivos com Osteopatia podem contribuir muito para evitar o aparecimento de inúmeras doenças que afetam a qualidade de vida das pessoas.

sexta-feira, 27 de maio de 2011

Tratamento da Hérnia de Hiato Através de Técnicas Osteopáticas

Daniela Rauber, Rodrigo Luiz Lima Jucá (in memomrian), André Pegas de Oliveira

A hérnia de hiato define-se como passagem de uma porção do estômago para a cavidade torácica através do hiato esofagiano do diafragma. É muito comum sua ocorrência em indivíduos do sexo feminino, com idade acima dos 40 anos e obesos. A sintomatologia é causada por alterações fisiopatológicas, sendo normalmente atribuídos ao refluxo gastroesofágico, manifestando-se dediferentes formas conforme o tipo de hérnia. As técnicas osteopáticas aplicadas ao tratamento da hérnia de hiato são de pouco conhecimento e aceitação pelos profissionais e há um grande déficit de referencial teórico e publicações no assunto. A fisioterapia osteopática tem a finalidade de relaxar a musculatura do diafragma e visceral, aumentar vascularização local, e normalizar o sistema simpático e parassimpático


Tendo, este estudo, objetivo de analisar a eficácia de um tratamento osteopático em pacientes que apresentam hérnia de hiato e, por conseguinte analisar a eficácia do tratamento para os sintomas do refluxo gastroesofágico.

Esta pesquisa constitui-se de um estudo de caráter explicativo, quali/quantitativo, o mesmo foi realizado no setor de terapia manual, sendo a amostra composta por 9 indivíduos, 7 do gênero feminino e 2 do gênero
masculino com idade entre 18 á 50 anos, aonde todos indivíduos participaram do mesmo grupo, chamado grupo experimental, submetidos a 1 atendimento semanal, totalizando 6 atendimentos. O tratamento consistia em liberação da inervação simpática através do nervo explâncnico (T4, T5 e T6) com a técnica Dog, terapia craniana do occipital e temporal para liberação do nervo vago, liberação de tensões do diafragma, estômago e esfíncter esofágico inferior, tratamento da vértebra cervical (C3) pelo nervo frênico (thrust) e tratamento específico para a hérnia de hiato.

Após as intervenções foram analisados os resultados referentes ao grau da hérnia tendo como parâmetro o
exame de videoendoscopia digestiva alta antes e após o tratamento, mostrando que dos 9 pacientes com hérnia, 3 apresentavam grau II (moderado) e 6 apresentavam grau I (leve), sendo que após o tratamento dos 3 que apresentavam grau II, 1 teve como resultado final normal e dos 6 que apresentavam grau I, 4 obtiveram como resultado final normal, totalizando 5 pacientes com normalização do quadro patológico.

Conclui-se que as técnicas fisioterapêuticas utilizadas nesse estudo foram eficazes no tratamento da hérnia de hiato e dos sintomas do refluxo gastroesofágico. A osteopatia é um método completo de terapia e seu uso dinamiza os efeitos benéficos de qualquer tratamento.

quinta-feira, 19 de maio de 2011

Terapia Osteopática Manipulativa na Cefaléia Cervicogência

Retana Megre Rachid, Liane Toscano Martins Pinheiro

Revista Brasileira de Promoção à Saúde. 2009; 22 (2): 128-134

Objetivo: Descrever a utilização da Terapia Osteopática Manipulativa (TOM) nos sinais e sintomas de uma paciente com quadro de Cefaléia Cervicogênica. Métodos: Tratou-se de um estudo de caso, realizado nos meses de março e abril de 2006, no Núcleo de Atenção Médica Integrada (NAMI) em Fortaleza. Paciente 49 anos, sexo feminino apresentou-se com queixa principal de cervicalgia associada à cefaléia fronto-orbitária esquerda. Ao exame físico, apresentou alterações posturais e cinético-funcionais em região cérvicooccipital, edema palpebral à esquerda, tontura, fotofobia e insônia. O estudo radiológico da coluna cervical demonstrou retificação da lordose cervical fisiológica (incidência perfil) e rotação das segunda e terceira vértebras cervicais à direita (incidência ântero-posterior). O protocolo de tratamento constou de Técnicas Osteopáticas destinadas às partes moles e Técnica de Manipulação da Cervical Alta. Resultados: O estudo goniométrico realizado durante a avaliação e ao término do tratamento, respectivamente, evidenciou 90º e 120º do arco de flexo-extensão, 20º e 37º de inclinação lateral direita, 38º e 45º de inclinação lateral esquerda, 45º e 85º de rotação cervical à direita e 30º e 85º de rotação à esquerda. O estudo radiológico demonstrou o restabelecimento da lordose fisiológica cervical e o realinhamento dos processos espinhosos cervical. No tocante à clínica, a paciente apresentou melhora das restrições cinético-funcionais em região cérvico-occipital, melhora da qualidade do sono  e aumento do intervalo entre as crises de cefaléia. Conclusão: Com base nos resultados obtidos, verificou-se que a TOM foi efetiva na redução dos sinais e sintomas da paciente objeto do estudo.

NOTA: O Dr. Ewertom Cordeiro é Pós-Graduado em Osteopatia Pela Faculdade de Ciências Médicas de Minhas Gerais - FCMMG e Osteopata CO pela Escola Brasileira de Osteopatia e Terapia Manual - EBOM e atua com o método desde 2005.

domingo, 1 de maio de 2011

Conheça a Osteoaptia!

Você sabia que em paises desenvolvidos como a Suiça, é comum que as pessoas passem por um osteopata, antes mesmo de pensar em ir ao médico?

Que as crianças passam por sessões de osteopatia craniana logo após o nascimento, antes de ter alta hospitalar?


Você sabia que a Osteopatia pode tratar problemas como asma, gripe, gastrite, labirintite, enxaquecas?

São questões como essas que gostariamos que fossem difundidas, pois temos a certeza de que a Saúde do brasileiro poderia ser muito melhor se a Fisioterapia fosse mais valorizada.
Desta forma eu convido a ler um texto extraído do livro Autobiography of A. T. Still (o pai da Osteopatia), onde ele conta sobre as suas primeiras descobertas sobre a osteopatia,publicado em 1897...

“(...) pode-se dizer que essa foi minha primeira descoberta na ciência da Osteopatia. Comecei a odiar drogas cedo na minha vida. Um dia, quando tinha cerca de dez anos de idade, eu sofria de dor de cabeça. Fiz um balanço com o arado do meu pai, amarrei a corda entre duas árvores, mas minha cabeça doía demais para fazer balanço confortável, então deixei a corda cerca de oito ou dez centímetros do chão, no final lancei um cobertor sobre ela, e eu me deitei no chão e usei a corda como um travesseiro balançando. Assim eu me deitei de costas estirado, com meu pescoço do outro lado da corda. Logo me tornei relaxado e fui dormir, levantei em pouco tempo e a dor de cabeça tinha ido embora. Como não sabia nada de anatomia, não questionei como uma corda pode parar a dor de cabeça e enjoo que me acompanhava. Após essa descoberta eu relaxava meu pescoço quando eu sentia os sintomas chegando. Eu segui o tratamento vinte anos antes da cunha da razão atingir meu cérebro, e eu pude ver que havia suspendido a ação dos nervos grande occipital, e restaurei a harmonia do fluxo de sangue arterial para e através dos vasos, como o leitor pode ver. Tenho trabalhado desde os dias de uma criança, por mais de cinquenta anos, para obter um conhecimento mais aprofundado do funcionamento da máquina da vida, para produzir facilidade e saúde. E hoje eu sou, como me foi há cinquenta anos, completamente estabelecida na crença de que a artéria é o pai dos rios da vida, saúde e conforto, e sua lama ou água impura é o primeiro em todas as doenças. (...)”


A.T. Still Osteopata – 1897 – Autobiografia

Fontes: Fisioterapia FISIOM e Youtube

sábado, 30 de abril de 2011

Fundamentos da Osteopatia

Um bom vídeo para se entender um pouco sobre os fundamentos da Osteopatia. O vídeo é em Espanhol, mas de fácil entendimento.


Agora outro bom vídeo com uma entrevista sobre osteoapia.


Para maiores informações sobre a Osteopatia entre em contato pelo e-mail: ec.fisioespecializada@gmail.com

Dr. Ewertom Cordeiro
Osteopata CO

quarta-feira, 20 de abril de 2011

Terapia Craniosacral

Você conhece a Terapia Craniosacral? Se conhece, sabe como é prazerosa uma sessão…Se nunca ouviu falar, está na hora de conhecer um pouquinho mais a respeito dessa maravilhosa técnica curadora!

Dr. Sutherland, pai da osteopatia craniana, considerava o liquor como a “luz líquida” que carrega a energia da vida, conferindo a ele propriedades curativas distintas:


Melhorar o funcionamento do sistema Craniosacral significa melhorar a circulação do liquor que circula entre as meninges ao redor do cérebro e ao longo de toda coluna vertebral.

Com uma abordagem sutil e não-invasiva, a terapia de integração Craniosacral vem sendo utilizada em casos de dores agudas e crônicas tendo ótimos resultados nos tratamentos contra enxaquecas; problemas visuais e auditivos; labirintites; zumbidos nos ouvidos; problemas de coluna, hérnias de disco e calcificações; problemas menstruais; dificuldades de aprendizado; digestivos e circulatórios; autismo; síndrome de ATM; desequilíbrios psico-emocionais como depressão, stress, ansiedade, cansaço crônico, insônia e no suporte a tratamento de traumas, choques e acidentes.

Dissolvendo-se as tensões físicas e os bloqueios psico-emocionais que interferem no funcionamento saudável do sistema Craniosacral, os mecanismos de auto cura do corpo são ativados, surgindo um estado de profundo relaxamento, integração e bem estar.

Utilização da Osteopatia craniana no tratamento de pacientes com insônia primária crônica

O presente estudo teve como objetivo utilizar alguns recursos da osteopatia craniana no tratamento de pacientes com insônia primária crônica e observar os resultados após 4 semanas de tratamento. Foi realizada avaliação através de questionário e também pela Escala de Epworth, além de avaliação osteopática craniana (escuta craniana, mobilidade sutural). Para o tratamento foram utilizados diversos recursos osteopáticos cranianos para reequilíbrio articular e do Sistema Nervoso Autonomo - SNA. Para a análise dos resultados utilizou-se de comparações pareadas paramétricas entre os valores obtidos antes e após o tratamento, no que diz respeito aos dados da escala de Epworth e do nº de horas de sono. Os resultados observados na Escala de Epworth demonstram uma diminuição significativa com p<0,0001 (p=2,4343-9) e na comparação de horas de sono, antes e após o tratamento, observa-se também um aumento significativo, com p<0,0001 (p=2,7273-6). Vale ressaltar que no presente estudo foi observado um grande número de indivíduos (66,6%) classificados com LEVE segundo a Escala de Epworth, e estes foram os que apresentavam sintomas há menos tempo, portanto, podemos sugerir que o emprego da osteopatia craniana tem melhor eficácio em indivíduos com quadro leve e de curta data de insônia, mesmo sendo considerados crônicos.

Utilização da Osteopatia craniana no tratamento de pacientes com insônia primária crônica

Santos, João Paulo Retondaro dos; Nonaka, Paula Naomi
Ter. man;5(22):357-361, out.-dez. 2007

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Abordagem da Osteopatia na Sinusite

Sinusite é a inflamação das mucosas dos seios da face, região do crânio formada por cavidades ósseas ao redor do nariz, maçãs do rosto e olhos.


Os seios da face dão ressonância à voz, aquecem o ar inspirado e diminuem o peso do crânio, o que facilita sua sustentação. São revestidos por uma mucosa semelhante à do nariz, rica em glândulas produtoras de muco e coberta por cílios dotados de movimentos vibráteis que conduzem o material estranho retido no muco para a parte posterior do nariz com a finalidade de eliminá-lo.

O fluxo da secreção mucosa dos seios da face é permanente e imperceptível. Alterações anatômicas, que impedem a drenagem da secreção, e processos infecciosos ou alérgicos, que provocam inflamação das mucosas e facilitam a instalação de germes oportunistas, são fatores que predispõem à sinusite.

As sinusites podem ser divididas em agudas e crônicas.


a) Sinusite aguda:

Costuma ocorrer dor de cabeça na área do seio da face mais comprometido (seio frontal, maxilar, etmoidal e esfenoidal). A dor pode ser forte, em pontada, pulsátil ou sensação de pressão ou peso na cabeça. Na grande maioria dos casos, surge obstrução nasal com presença de secreção amarela ou esverdeada, sanguinolenta, que dificulta a respiração. Febre, cansaço, coriza, tosse, dores musculares e perda de apetite costumam estar presentes.

b) Sinusite crônica:

Os sintomas são os mesmos, porém variam muito de intensidade. A dor nos seios da face e a febre podem estar ausentes. A tosse costuma ser o sintoma preponderante. É geralmente noturna e aumenta de intensidade quando a pessoa se deita porque a secreção escorre pela parte posterior das fossas nasais e irrita as vias aéreas disparando o mecanismo de tosse. Acessos de tosse são particularmente freqüentes pela manhã, ao levantar, e diminuem de intensidade, chegando mesmo a desaparecer, no decorrer do dia.

A abordagem da Osteopatia foca-se na melhoria da drenagem das secreções (muco) e na biomecânica dos ossos do crânio onde se inserem os seios. Interessa-lhe a relação entre os ossos etmóide, esfenóide, maxilar e frontal e outras estruturas da face. A abordagem osteopática será focada ainda no Ritmo Craniano (mecanismo involuntário) para tratamento.

A relação entre o crânio, pescoço, tórax e ombros também pode levar a um comprometimento da drenagem dos seios da face.

Além das relações anatômicas diretas, a Osteopatia faz-se de uma abordagem global, não deixando de ladoa relação do Sistema Nervoso Autônomo (Simpático e Parasimpático) com a função de regulação da mucosa nos seios perinasais. Sendo de extrema importância aos segmentos C-8 a T-2 pela origem da inervação simpática via gânglio superior, bem como o parasimpático via nervo facial.

O Osteopata usa os seus conhecimentos de Biomecânica, Fisiologia, Anatomia e Neuroroanatomia na facilitação de fluxo nervoso, aumento de mobilidade e drenagem das regiões citadas.

Observa-se melhora dos sintomas desde a 1 sessão, sendopossivel observar retorno a biomecânica normal com 4-12 tratamentos.

Há necessidade que o tratamento seja realizado por Osteopatas Certificados ou Diplomados (Osteopata CO e Osteopata DO, respectivamente). No Brasil, a Osteopatia é uma especialidade do Fisioterapeuta.
 
Ewertom Cordeiro
Fisioterapeuta
Osteopata CO

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Osteopatia Craniana

A Osteopatia Craniana é uma abordagem osteopática que utiliza o Ritmo Craniano (mecanismo involuntário) dos pacientes para avaliação e tratamento, destinada às perdas de funcionamento das articulações e tecidos do crânio em geral no quadro da participação dos mesmos no aparecimento das doenças.

O sistema craniossacral é constituído pelas membranas e fluido cerebroespinhais que envolvem e protegem o cérebro e a medula. O sistema se estende desde os ossos do crânio, face e boca até o sacro.

Como esse sistema vital influencia o desenvolvimento e o desempenho do cérebro e da medula, um desequilíbrio ou restrição no sistema pode ocasionar vários problemas sensoriais, motores ou neurológicos. Esses problemas podem incluir dor crônica, problemas relacionados ao estresse, labirintite, rinite, sinusite, escoliose, dores de cabeça, enxaqueca e outros desafios à saúde.

A Osteopatia Cranial é um método suave de diagnóstico e correção que encoraja seus próprios mecanismos naturais de cura a dissipar esses efeitos negativos do estresse sobre seu sistema nervoso central. Você também se beneficia com uma melhor saúde global e resistência a doenças.

Como é feita a sessão de Osteopatia Craniana?

O praticante de Osteopatia Craniana usa suas mãos (toque leve) para encontrar restrições e desequilíbrios no sistema cranial. Isso é feito através do monitoramento do ritmo do fluido cerebroespinhal em seu fluxo pelo sistema. Estes movimentos podem ser detectados em qualquer parte do corpo, mas com mais facilidade no crânio, sacro e cóccix. Quando o problema é detectado, o Osteopata usa técnicas manuais delicadas para liberar estas áreas e dissipar a pressão desnecessária que estas restrições podem causar ao cérebro e à medula.

Os efeitos positivos da Osteopatia Craniana contam em grande parte com a atividade de autocorreção natural do corpo do paciente. A abordagem com toque leve pelo Osteopata simplesmente induz as forças hidráulicas inerentes no sistema craniossacral a melhorar o ambiente interno do corpo do paciente e a fortalecer sua própria habilidade de autocorreção. A Osteopatia Craniana pode ser utilizada juntamente com qualquer outro método terapêutico. Uma sessão de Osteopatia Craniana pode durar de 15 minutos a mais de uma hora, e a avaliação inicial é muitas vezes o suficiente para corrigir o problema.

Indicações da Osteopatia Craniana

A Osteopatia Craniana faz parte do tratamento Osteopático, ela fortalece a habilidade do corpo a fazer o que ele faz de melhor: cuidar de você. Dessa forma ajuda a aliviar várias doenças, dores e disfunções, incluindo:

•Dores de Cabeça e Enxaqueca
•Labirintite
•Rinite e sinusite
•Nevralgias do nervo trigêmio
•Dores Crônicas na Nuca e na Lombar
•Problemas Relacionados ao Estresse e Tensão
•Dificuldades de Coordenação Motora
•Disfunções em Recém-nascidos e Crianças
•Lesões por Traumatismos Cranianos e Medulares
•Fadiga Crônica
•Fibromialgia
•Disfunções da Articulação Temporomandibular (ATM)
•Escoliose
•Disfunções do Sistema Nervoso Central
•Estresse Pós-traumático
•Dificuldades Emocionais e varias outras doenças

Agende uma consulta e experimente todos os benefícios da Osteopatia Craniana!

segunda-feira, 19 de julho de 2010

Osteoaptia: uma excelente opção para o manejo das enxaquecas e cefaléiais tencionais



A abordagem Osteopática concentra-se Tratamento Manipulativo Osteopático - TMO, mas não só. Os conselhos sobre nutrição, prescrição de exercícios terapêuticos, avaliação e educação da postura, assim como envolver o paciente no seu processo de cura, fazendo-o entender bem as causas e fisiologia da Cefaleia é, ou deve ser, o procedimento do Osteopata.

Importa também referir que o TMO envolve não são só as manipulações de lata velocida e baixa amplitude, como também uma série de técnicas, orientadas a diferentes tecidos e/ou com diferentes objectivos, tais como as técnicas viscerais, cranianas, fasciacias, funcionais, dentre outras.

Nas Enxaquecas o TMO é especialmente útil entre os surtos, uma vez que o paciente está mais tolerante ao tratamento manipulativo (directo, indirecto, miofascial, etc.). Na fase aguda da Enxaqueca, um tratamento vigoroso, pode aumentar o fluxo de sangue a uma já inflamada região vascular, o que explica a exacerbação clínica que pode acontecer após tratamento. As técnicas indiretas suaves e a drenagem linfática e venosa são mais indicadas para a fase aguda. Como há um envolvimento do Sistema nervoso Autónomo, o Osteopata atua na região do Sistema Nervos Simpático da cervical baixa, toráxica alta, costelas e tecidos miofasciais relacionados.

No tratamento das Cefaleias Tensionais, o primeiro passo é o de identificar e eliminar as potenciais fontes que despertam os sintomas, como os dentes, maxilar (ATM), os seios perinasais, ossos cranianos e cervicais, os ligamentos e os elementos miofasciais associados. Contudo, todo o resto do corpo é examinado à procura de relações anatomicas que possam influenciar este quadro. Na acção terapêutica, a disfunção somática é constantemente identificada e tratada com TMO. Disfunções vertebrais, miofasciais, crânio-sacrais, locais e regionais, são comummente encontradas.

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Antiginástica - Thérèse Bertherat

O que é a antiginástica

Praticar a antiginástica® é embarcar numa viagem através do seu corpo e da história dele. Você descobrirá como, ao longo de sua vida, seu corpo sutilmente se organizou, se protegeu e se adaptou. Aprenderá a ter uma percepção e um conhecimento mais íntimos dele, mais justos, mais autônomos.

Explorar novos territórios

Cada sessão de antiginástica® é uma oportunidade de descobrir, redescobrir ou acordar novas partes de seu corpo. No começo, certos músculos que você tenta movimentar lhe parecem tão estranhos, que você nem mesmo sabe de onde vem o comando para os acionar! Mas, pouco a pouco, uma nova conexão se estabelece entre este músculo desconhecido ou pouco conhecido e o seu cérebro. Seu vocabulário muscular se desenvolve, se enriquece. Você explora novas possibilidades de movimento.

Encontrar a amplitude natural de seus movimentos

No curso das sessões, você aprende como se desvencilhar de uma série de crispações, encurtamentos, dores musculares e articulares que o fatigam, que o comprimem e que reprimem seus impulsos. Seus movimentos, sua respiração retomam a sua amplitude natural.

Como se desenvolve uma sessão?

Numa sessão de antiginástica®, a palavra, a reflexão, a expressão das sensações e emoções têm tanto espaço quanto os movimentos propriamente ditos.

As diferentes etapas de uma sessão:

A primeira fase é um teste que permite perceber com precisão o que, da cabeça aos pés, lhe aperta e limita. O profissional pede que você fique numa posição física precisa, rigorosa e exigente. Uma posição que corresponde à sua integridade anatômica e que exige toda a amplitude de sua musculatura. É uma posição que nunca se faz, que todo mundo evita sempre. Para conseguir ficar nela, o seu corpo repete o que ele faz sempre, mas dessa vez com uma evidência flagrante: ele se torce e se deforma. Um ombro se levanta, uma perna vai para o lado, os dedos dos pés se retorcem. Por quê? Não porque, como se diz comumente, seus músculos estão fracos, mas, ao contrário, porque estão apertados por um excesso de força.
Um bloco muscular formidável faz você se curvar, corta sua respiração, impedem-no, agora de forma bem clara, de obedecer às ordens do seu cérebro, e você não pode mais ignorar esse impedimento.

Na segunda fase da sessão você entra em contato com cada um dos seus nós musculares, os mesmos que o impediam de se mexer e de se desdobrar com elegância e que evitavam deixar a sua musculatura retomar toda amplitude natural de seus movimentos. De grão em grão, fibra por fibra, você começa, suavemente, pacientemente, calmamente, a desenrolar o novelo tão complicado de sua musculatura. Progressivamente, ao longo das sessões, o seu corpo aprende a desmontar as armadilhas nas quais estava preso. Ele se alonga, se posiciona, encontra seu verdadeiro comprimento, sua beleza natural, enfim, sua calma.

Quais são os tipos de movimentos?

Rigorosos e divertidos!

Os movimentos propostos nas sessões são precisos, rigorosos e respeitam o corpo e a fisiologia de cada músculo. São, também, variados, criativos, divertidos, às vezes surpreendentes e até mesmo momentaneamente desconcertantes.

No seu ritmo

Você faz os movimentos no seu ritmo, em função das suas possibilidades no momento e sem preocupação com a performance. Muitas vezes, é até mais interessante “falhar” num movimento e descobrir o que o seu corpo ainda não pode realizar, o que não ousa fazer, o que esqueceu.

Sentir e comparar

Para melhor sentir os efeitos de um movimento, você pode começar a trabalhar um só lado de seu corpo. Isso permitirá que você observe as sutis diferenças de sensações em relação ao outro lado, aquele que ainda não fez nada. O lado que trabalhou de repente lhe parece muito mais confortável, vivo, presente, acolhedor. Então, tudo o que você quer é apenas trabalhar o outro lado também!

Alongar o seu « tigre »

« Você tem um tigre nas suas costas, um tigre poderoso, astuto, belo de se ver », escreveu Thérèse Bertherat no seu livro A Toca do Tigre. O tigre são os músculos situados atrás do seu corpo, que formam uma cadeia ininterrupta, sólida, coerente. Se você tem dor nas costas, não é por falta de força, como normalmente se imagina, mas, ao contrário, por excesso: os músculos do seu tigre trabalham demais. Estão tão apertados, tão contraídos, que impedem os músculos da frente de se mexer. Os movimentos propostos nas sessões alongam e esticam o seu tigre.

Para começar em casa

Se você quiser começar a praticar a antiginástica® sozinho em sua casa, aqui estão dois movimentos propostos por Thérèse Bertherat. Um é para os seus pés. Você precisará de uma bola pequena e dura, tipo bola de bola de totó ou, na falta de opção, uma bola de gude grande. O outro movimento é para os seus olhos. Para fazê-lo, você vai precisar de uma pequena almofada um pouco espessa.





















Uma pequena experiência

Eis aqui uma pequena experiência que você pode fazer em sua casa e que lhe mostrará bem a forma como você vê e sente o seu corpo.

Você se isola num ambiente calmo. Pega um pouco de argila ou massa de modelar (cerca de 250g) de cor neutra e única. Tenha à mão um relógio-despertador ou um cronômetro e o regule para tocar depois de quinze minutos. Você se senta o mais confortavelmente possível e começa a amassar a argila até que fique macia. Você forma uma bola com ela, depois fecha os olhos e começa a modelar um personagem. Mantenha os olhos fechados até o final do trabalho. Um monte de pensamentos passam pela sua cabeça : « Será que vou fazer direito? Estarei à altura? » De que, não se sabe... Deixam-se os dedos, que sabem o que devem fazer, mexer e amassar à vontade.

Ao tocar o despertador, abra os olhos.

A emoção é imediata. Se se é sincero, não se pode ficar indiferente ao descobrir sua criatura. Às vezes, o coração se fecha, tamanho é o sofrimento, que parece pesado demais para se carregar neste minúsculo corpo de argila. O rosto não tem traços, é redondo ou imprecisamente oval e, contudo, não é nem um pouco mais expressivo do que os corpos que se modelam ao se fecharem os olhos. A ternura e a compaixão vêm à tona, como se, de repente, percebêssemos nosso duplo exposto e vulnerável.

Passado o primeiro choque, observe o seu personagem.

A relação entre a cabeça, os membros, o tronco. Olhar a raiz dos membros, a dos braços e a forma dos ombros, se tiver uma. Ver a raiz das coxas, a forma das pernas. Às vezes elas são um só bloco, à semelhança daquele que reclama de estar petrificado no seu passado ou com os pés amarrados. Ver o pescoço e sua forma ou perceber a ausência de pescoço. Coloca-se o personagem de perfil, depois de costas. Ver se ele tem pés ou mãos, seios, um sexo. Ver se o conjunto está em pedaços, feito de peças enjambradas cai não cai... Não o jogue fora tão cedo. Este primeiro personagem é uma testemunha. Com o segundo ou o terceiro, poder-se-á medir o caminho percorrido. Todos terão um ar familiar, poder-se-á ver traços de um pescoço caído ou de um tórax achatado. Mas os traços se apagam pouco a pouco, os braços e as pernas se firmam e o corpo de barro se desenvolve ao mesmo tempo em que se desenvolve o corpo de carne e osso.

Fonte: http://www.antigymnastique.com

terça-feira, 21 de julho de 2009

Osteopatia: a arte de curar com as mãos

Osteopatia é um tratamento surgido nos EUA, cujo criador foi o Dr. Andrew Taylor Still (1828-1917), que apresentou os princípios desta terapia natural.

É um sistema de avaliação e tratamento, com metodologia e filosofia própria, que visa restabelecer a função das estruturas e sistemas corporais, agindo através da intervenção manual sobre os tecidos (articulações, músculos, fáscias, ligamentos, cápsulas, vísceras, tecido nervoso, vascular e linfático).

A osteopatia deve ser desmistificada, pois está baseada na anatomia, na fisiologia e semiologia, não deve ser considerada esotérica e sim cartesiana, não há receitas, mas sim um tratamento que se baseia em exame clínico. O exame osteopático deve levar a um ato terapêutico.

A validade da Osteopatia é tão concreta que é recomendada e incentivada pela OMS (Organização Mundial de Saúde) como prática de saúde.

Dentro da filosofia osteopática a importância dada aos processos naturais do corpo é enorme e, por esse motivo, grande parte dos conceitos osteopáticos e mesmo seus procedimentos de tratamento são pautados nos mecanismos reguladores do sistema nervoso central e autônomo, ou seja, na intervenção terapêutica do fisioterapeuta e osteopata.

No Brasil teve sua introdução em meados da década de 80. A Formação neste Conceito, deve seguir os padrões internacionais, adotados pelo COFFITO, onde recomenda-se cursos com duração média de 4-5 anos e com carga horária de 1500 h/a. É Especialidade do Fisioterapeuta, conforme resolução nº 220 do COFFITO, a qual pode ser consultada na íntegra no link do Conselho Federal de Fisioterapia e Terapia Ocupacional - COFFITO (www.coffito.org.br). Possui ainda uma associação: a ABDO - Associação Brasileira de Diplomados em Osteopatia, fundada em 2004 e que vem buscando reconhecimento internacional para o Osteopata Brasileiro junto a World Osteopathic Helth Organization (http://www.woho.org/).

Apesar da osteopatia enxergar o corpo como um todo e acreditar que é justamente esta visão que a caracteriza além de ser fundamental na recuperação dos pacientes, podemos dividi-la em 3 grupos: Osteopatia Estrutural, Osteopatia Craniana e Osteopatia Visceral.

Osteopatia Estrutural

Está relacionada às disfunções do sistema músculo-esquelético e tem como principal foco de trabalho as dores do corpo. Atua desta forma principalmente nos tecidos: ligamentar, muscular, tendíneo, articular, nervoso e fascial.

Para atuar sobre os tecidos que estejam em disfunção (com restrição de sua mobilidade) pode valer-se de um grande número de técnicas com repercussões distintas sobre cada tecido.

Osteopatia Craniana

Relaciona-se principalmente com o sistema neurovegetativo, nervos cranianos e o livre trânsito de informações neurológicas por toda a extensão da coluna vertebral (o que chamamos de eixo central), até o sistema nervoso central (cérebro, tronco cerebral e cerebelo). Todos os sistemas reguladores do corpo dependem desta integridade de informações.

Tem como principais indicações os seguintes sintomas: cefaléias e enxaquecas; distúrbios visuais e auditivos; disfunções da articulação têmporo-mandibular; distúrbios de deglutição; alterações digestivas (pela inervação do nervo vago); alterações vestibulares; alergias; rinites e sinusites; otites; dores crônicas.

Osteopatia Visceral

Está voltada para o bom funcionamento sistêmico do corpo, ou seja, lida com as relações entre as vísceras, sistema nervoso central e o sistema estrutural.

Os principais efeitos da manipulação visceral são: eliminação do espasmo reflexo da musculatura lisa do trato visceral; estiramento das fáscias com o fim de liberar as aderências e dar elasticidade e liberdade de movimento; aumento da vascularização local.

Os principais sintomas com indicação de tratamento por osteopatia visceral são: hérnia de hiato; ptoses viscerais; asma brônquica; pneumonia; constipação intestinal; distúrbios hepatobiliares; alterações cardíacas; distúrbios renais; alterações do ciclo menstrual; síndrome pré-menstrual; alterações hormonais; queda da imunidade; patologias sistêmicas de origem visceral.