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segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Tração Intermitente não mostroa efeitos em pacientes com dor lombar

Um estudo randomizado e cego, publicado recentemente no European Spine Journal (v. 18, p. 1843-1850, 2009), mostrou que a Tração Intermitente Dinâmica - TID não apresenta efeitos em indivíduos com dor lombar e ainda recomenda que terapeutas revejam seus protocolos de tratamento. Veja abaixo as considerações finais do estudo.

"Apesar de nenhuma diferença ter sido encontrada entre terapia de TID e entre a terapia "Tração Falsa" (o grupo tratado com este tipo de terapia recebeu uma força não terapêutica (menos que 10% do peso corporal)), adicionada a à atividade gradual padrão, uma diminuição significativa na dor lombar e na dor do membro inferior e umaumentono status e na qualidade de vida funcional foi encontrado em ambos os grupos. A tração axial, intermitente, mecânica ADICIONAL se mostrou não eficaz".

Nós enfatizamos a necessidade e a importância da realização de outros estudos randomizados para a avaliação de novas terapias não cirúrgicas que estão sendo introduzidas no mercado. Os estudos futuros da tração devem-se concentrar sobres diferentes grupos de pacientes e outros parâmetros de tração a fim de esclarecer  o uso desta na dor lombar crônicas. Mas, atualmente, os profissionais que usam tal terapia devem reconsiderar seus protocolos de tratamento, pois baseado neste estudo, a tração não tem provavelmente  qualquer benefício  no tratamento  de pacientes com dor lombar crônica.

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Efeitos da bandagem Kinesio comparada a bandagem esportiva não elástica

Efeitos da bandagem Kinesio comparada a bandagem esportiva não elástica (rídida) e sem bandage durante uma perturbação em inversão súbita em atletas masculinos
Kristin Briem, Hrefna Eythörsdöttir, Ragnheidur G. Magnúsdóttir, Rúnar Pálmarsson, Tinna Rúnarsdöttir, Thorarinn Sveinsson. J Orthop Sports Phys Ther 2011;41(5):328-335
PROJETO DO ESTUDO: Estudo de laboratório controlado.

OBJETIVOS: Examinar o efeito de 2 tipos de bandagem adesiva comparada a nenhuma na atividade muscular do fibular longo durante uma perturbação repentina em inversão nos atletas masculinos (futebol, handball, basquetebol).

BACKGROUND: As entorses de tornozelo são comuns nos esportes, e os músculos fibulares tem um papel em fornecer a estabilidade funcional do tornozelo. A bandagem do tornozelo profilática com bandagem esportiva não-elástica tem sido usada para restringir a inversão do tornozelo. A bandagem Kinesio, uma bandagem elástica esportiva não foi estudada para essa finalidade.


MÉTODOS: Cinquenta e um atletas masculinos de primeira divisão foram testados para a estabilidade funcional de ambos os tornozelos com o Star Excursion Balance Test. Baseado nos resultados, aqueles com as 15 pontuações mais elevadas e aqueles com as 15 mais baixas da estabilidade foram selecionados para um teste adicional. A atividade muscular do longus dos fibularis foi então medida por eletromiografia de superfície durante uma perturbação repentina da inversão. Cada participante foi testado sob 3 circunstâncias: bandagem no tornozelo não elástica, bandagem Kinesio Tape para o tornozelo, e sem nenhuma bandagem no tornozelo.

RESULTADOS: A atividade muscular média significativamente maior foi encontrada quando os tornozelos estavam com a bandagem não elástica comparada a nenhuma bandagem, enquanto a Kinesio Tape não teve nenhum efeito significativo na atividade muscular média ou máxima comparada a nenhuma bandagem.

CONCLUSÃO: A bandagem esportiva não-elástica pode aumentra o suporte dinâmico dos músculos do tornozelo. A eficácia de Kinesio Tape em impedir entorses de tornozelo através do mesmo mecanismo é improvável, já não teve nenhum efeito na ativação do músculo fibular longo.

Fonte: J Orthop Sports Phys Ther 2011;41(5):328-335
Imagens: Google

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Tratamento da Entorse de Tornozelo através do Conceito Mulligan

Por: Barbara Hetherington
Publicado em: Manual Tharapy

Por ser uma lesão comum, virtualmente todos os fisioterapeutas já trataram um caso de entorse de tornozelo em algum momento de suas vidas profissionais. Não se trata de uma lesão reservada aos atletas de elite e atinge todas as faixas etárias. A maioria dos pacientes com entorse de tornozelo descrevem uma força de inversão/flexão plantar e acredita-se que o ligamento lateral, especialmente suas fibras anteriores tenham sido lesadas.

Existem muitas formas diferentes de tratamento de entorse de tornozelo, variando do tratamento caseiro até manejos ortopédicos elaborados. O manejo fisioterapêutico típico destas condições irá incluir gelo, eletroterapia, terapia manual, exercícios ativos, imobilização, e retreinamento proprioceptivo em várias formas. Eventualmente a maioria dos pacientes se recupera, porém há pacientes que continuam a se queixar de “tornozelo fraco” os quais tendem se lesionar novamente.

A abordagem do conceito Mulligan de falha posicional como resultado da lesão é uma outra opção no manejo das entorses. O manuseio com sucesso de entorses de tornozelo foi alcançado por meio do tratamento com os princípios e aplicações de “Mobilização com Movimento” conforme descrito por Mulligan no qual a fíbula distal é reposicionada posteriormente.

Para o tratamento inicial, o paciente é posicionado confortavelmente em supino, com um travesseiro de areia sob a perna. A inversão é geralmente o movimento mais restrito e portanto o movimento que deve ser recuperado primeiro. O maléolo lateral é deslizado posteriormente por meio de pressão aplicada pela eminência tenar do terapeuta. Um pedaço de espuma pode ser posicionado entre a mão do terapeuta e o maléolo do paciente para maior conforto. Enquanto é sustentado o deslizamento, o paciente realizava uma inversão ativa.

Garantindo que este movimento ativo foi livre de dor, é então realizada uma série de 10 repetições. Três séries de 10 repetições são geralmente para o tratamento inicial. Uma sobrepressão passiva suave pode ser adicionada aos movimentos ativos do paciente tanto pelo terapeuta quanto pelo próprio paciente usando uma cinta de terapia manual. A reavaliação dos movimentos de tornozelo geralmente revelavam um aumento importante da amplitude de movimento de inversão livre de dor.

Em seguida ao tratamento ativo, cada paciente recebe bandagens. Duas bandagens de 25mm, com aproximadamente 15cm de comprimento são usadas. Um deslizamento posterior é aplicado para reposicionar a fíbula distal. A bandagem é  aplicada angulada sobre o maléolo lateral de forma que ela envolva o tornozelo para manter o re-alinhamento posterior da fíbula distal em relação à tíbia. A segunda parte da bandagem é sobreposta sobre a primeira para aplicar uma força adicional. Com o apoio da bandagem, o padrão de marcha do paciente melhora substancialmente e a performance no teste de apoio unipodal com os olhos fechados é comparável ao do lado não lado afetado. A bandagem é  trocada após 24 horas e em alguns casos é necessário manter a bandagem por um período superior a 2 semanas.

terça-feira, 21 de junho de 2011

Relaxamento muscular melhora desempenho escolar de estudantes

Ao todo, 64% dos alunos submetidos à terapia manual foram aprovados no vestibular. Entre os que não receberam o tratamento, o índice foi de 34%.

Na concentração ideal, o estresse ajuda a resgatar informações armazenadas no cérebro. Mas, quando ultrapassa o limite do corpo, passa a ser responsável por gastrite, hipertensão, dor muscular, dor de cabeça e anorexia. E o famoso branco na hora da prova. Ele é a principal ameaça para quem sonha em passar no vestibular.

“No ano passado, prestei vestibular e fiquei muito nervosa na hora da prova. A minha mão tremia e não conseguia escrever o meu nome, explica a aluna de cursinho pré-vestibular,Tanya Gonçalves. Por você estudar muito, vai ser querer tirar uma nota boa. A sua expectativa é tirar nove, nove e meio, dez. Você não vai querer ficar muito abaixo disso”, diz outro aluno de cursinho pré-vestibular, Angelo Silva. “’O problema da prova é a falta de tempo. Quando você não tem tempo, fica estressado. Em qualquer ocasião da vida é assim”, conta o estudante, Gustavo Mori.

Alunos de um cursinho pré-vestibular foram avaliados durante dois anos por pesquisadoras do laboratório do estudo do estresse do Instituto de Biologia da Unicamp. Eles foram submetidos a testes de cortisol na época da inscrição no vestibular e no dia da prova. O curioso é que os resultados mostraram que o hormônio do estresse estava 20% mais elevado antes do “dia D”. “Porque ele vai decidir a vida dele. O que ele quer ser, a profissão que ele vai escolher, se ele vai ganhar muito, pouco, e se ele vai sobreviver com aquilo”, explica Heloísa. “Na minha opinião, a maior pressão é no final do ano, quando todos os seus amigos passarem e você, não”, diz o aluno de cursinho pré-vestibular, Felipe Augusto.

Uma parte do grupo, acompanhado pela fisioterapeuta, foi submetido a duas sessões semanais de terapia manual. Cada uma delas representava 40 minutos sem estudo e muito relaxamento muscular. “O rendimento escolar pode ser muito melhorado, porque o indivíduo consegue descansar melhor”, esclarece Dora.

Ao todo, 64% dos alunos submetidos à terapia manual foram aprovados no vestibular. Entre os que não receberam o tratamento, o índice foi de 34%. Estes jovens que enfrentam o período pré-vestibular descobriram a importância da resiliência. “Uma situação em que ele se sinta adequado, bem, e que traga bem estar para ele, fará com que suporte melhor a situação de estresse ao longo da semana, explica a pesquisadora.

“Estou andando de skate meia hora por dia. Dá uma relaxada e rendo mais na hora de estudar”, afirma Angelo.“Musculação, corrida, futebol: isso desestressa bastante e deixa a minha mente mais leve. Quando você pratica esporte, esquece de tudo”, conclui o estudante Matheus Henrique.

Texto extraído de: Blog Fisioterapia & Saúde
Fonte: G1

terça-feira, 17 de maio de 2011

Estudo comparativo de casos entre a mobilização neural e um programa de alongamento muscular em lombálgicos crônicos

Guilherme Fortes Machado, Simone Eickhoff Bigolin

Revista Fisioterapia e Movimento 2010 out/dez; 23(4): 545-54

Introdução: A dor lombar, responsável por 50% das disfunções músculo-esqueléticas, é uma das principais, senão a mais frequente, causa de dor, incapacidade funcional e laborativa. Objetivos: Avaliar os efeitos da mobilização neural e do alongamento na flexibilidade, no quadro álgico e nas atividades funcionais de sujeitos com dor lombar. Metodologia: Foram realizadas 20 sessões de um programa de mobilização neural e de um programa de alongamento muscular com dois grupos distintos em sujeitos que apresentavam lombalgia crônica, sendo estes divididos de forma aleatória. Como instrumentos para avaliação, foram utilizados a Escala Análogo-Visual da dor, a distância dedo-solo, a medida do ângulo de flexão do joelho e o questionário Roland Morris. Resultados: Foram avaliados nove sujeitos com dor lombar crônica; cinco deles participaram do grupo em que foi empregada a mobilização neural e quatro fizeram parte do grupo de alongamentos. Somente o programa de mobilização neural apresentou resultados significativos. Quando comparados os resultados dos programas não foi evidenciada diferença estatisticamente significativa nos critérios avaliados. Conclusão: Para esta amostra, os dois recursos terapêuticos apresentaram melhoras para as variáveis analisadas, porém apenas a mobilização neural demonstrou resultados signifi cativos, não sendo possível, no entanto, apontar maior efi de um método em relação ao outro.

NOTA: O Dr Ewertom Cordeiro tem formação em Mobilização Neural desde 2002 com certificação pelo Advanced Manual Terapy Institute - AMTI. O curso foi organizado por ele e foi o primeiro no método em todo o Norte-Nordeste do Brasil, e um dos primeiros no Brasil.

quarta-feira, 11 de maio de 2011

Efetividade de exercícios de estabilização segmentar sobre a dor lombar crônica mecânico-postural

Natália Toledo Pereira, Luiz Alfredo Braun Ferreira, Wagner Menna Pereira

Fisioter Mov. 2010 out/dez;23(4):605-14

Resumo


Introdução: A prevalência ao longo da vida de lombalgias mecânico-posturais é estimada em 60-70% em países industrializados. Um dos principais fatores para dor lombar é a instabilidade segmentar, e para manter a estabilidade é necessária a interação de três subsistemas: passivo, ativo e controle neural. Exercícios específi cos que promovem a contração independente dos músculos profundos do tronco (transverso do abdômen e multífido) têm demonstrado ter efeitos benéfi cos em indivíduos que sofrem de dor lombar inespecífi ca, sugerindo a estimulação desses subsistemas. Objetivo: Avaliar a efetividade de exercícios de estabilização segmentar sobre a dor e a capacidade funcional em indivíduos com lombalgia crônica.
Materiais e métodos: Participaram da pesquisa 12 mulheres jovens com idade média de 20,66 ± 3,74 anos. Foram realizadas 12 sessões de um programa de estabilização segmentar com frequência de duas vezes semanais, sendo avaliadas quanto à dor (questionário McGILL-Br) e capacidade funcional (questionário Rolland-Morris Brasil) antes e depois do período de intervenção. Resultados: Houve melhora signifi cativa dos valores médios do índice de dor (p < 0,0001), melhora do índice de dor sensitiva (p = 0,0024), afetiva (p = 0,048), avaliativo (p = 0,042) e miscelânea (p = 0,017) e melhora da capacidade funcional dos indivíduos (p < 0,0001), após o período de intervenção. Discussão: Vários estudos relataram a eficácia de exercícios dos músculos profundos do tronco, apresentando efeitos benéfi cos em indivíduos com lombalgia, corroborando com o estudo proposto. Conclusão: Pode-se concluir que o programa d
e estabilização segmentar foi efetivo na redução da dor e na melhora da função nestes pacientes, demonstrando assim ser um método efi caz de tratamento de lombalgias.

Fonte: Revista Fisioterapia e Movimento
Imagem: Acervo Pessoal

quinta-feira, 5 de maio de 2011

Conheça mais sobre o Conceito Mulligan de Tratamento

O Conceito de Mulligan é um método de Terapia Manual que foi criado por Brian Mulligan, Fisioterapeuta neozelandês, nos anos 80. Actualmente, é utilizado na avaliação e tratamento de pacientes com disfunções neuro-músculo-esqueléticas em todo o mundo.

As técnicas de tratamento englobadas neste conceito são bastante funcionais e pressupõem a eliminação imediata de dor ou limitações de amplitude de movimento, promovendo, de um modo imediato, a funcionalidade. São aplicadas técnicas de tratamento manual, auto-tratamento e TAPES, cujos efeitos imediatos têm sido demonstrados quer clínica, quer cientificamente, em revistas internacionais de elevado fator de impato da área da Terapia Manual (JOSPT, Manual Therapy, Physical Therapy, JMPT, JMMT, etc.) e da área médica (BMJ, Spine, Pain, Clinical Biomechanics, etc.)

De um modo geral, o sucesso destas técnicas explica-se pela correcção de falhas posicionais articulares e/ou produção de efeitos neurofisiológicos.


Fontes: http://www.mulliganconcept.net/ e Youtube

Nota: O Dr. Ewertom Cordeiro possui formação neste Conceito de Tratamento desde 2005, com certificação pela Mulligan Concept Teacher Association.

terça-feira, 3 de maio de 2011

Conceito Maitland de Tratamento: Uma importante ferramenta para o manejo de desordens musculoesqueléticas

A abordagem de terapia manual do fisioterapeuta Geoffrey Douglas Maitland (1924-2010) surgiu na Austrália, na década de 60, tendo se espalhado pelo resto do mundo, formando a base da terapia manual fisioterapeutica. O conceito fundamental de tratamento das desordens músculoesqueléticas foi influenciado por este conceito (Maitland 1986).

O conceito que Maitland introduziu é baseado em observações clínicas. Essas observações clínicas surgiram como resultado de uma abordagem sistemática no exame e tratamento dos sinais e sintomas presentes no paciente. Essa abordagem sistemática envolve a avaliação dos sinais e sintomas clínicos do paciente e a avaliação que os efeitos das técnicas de tratamento tem sobre esses sinais e sintomas.

Já que o valor de uma técnica nos sinais e sintomas presentes podem ser avaliados, o fisioterapeuta é possuidor da capacidade de escolher a técnica de tratamento mais eficiente.

Grande parte da importância do conceito reside na avaliação manual dos movimentos fisiológicos (Osteocinemáticos - Macromovimentos) e acessórios (Artrocinemáticos - Micromovimentos) articulares. Este exame manual é parte essencial do diagnóstico físico de disfunções da coluna realizado pelo fisioterapeuta manipulativo (Jull et al, 1994). A capacidade do fisioterapeuta manipulativo em detectar o segmento patológico em pacientes com dor é considerada confiável quando comparada a bloqueios anestésicos, discografia provocativa, mobilidade em RX e imagem ultrasonográfica de espasmo e inibição dos músculos (Behrsin & Andrews 1991; Hides et al, 1994; Janos & Ray 1992, Jull et al, 1988).


Lesões e patologias podem produzir disfunções destes movimentos fisiológicos e os mesmos podem ser reestabelecidos através de técnicas de mobilização (movimentos oscilatórios) e manipulação (movimentos de alta velocidade). Pesquisas têm mostrado que tal tratamento é mais eficaz do que o tratamento tradicional (Ottenbach e DiFabio 1994). Por exemplo, a terapia manipulativa espinhal (tanto a mobilização quanto a manipulação) é mais eficaz no tratamento da dor lombar do que cuidados médicos e tratamento conservador tradicional (van Tulder et al 1994).


Extraído de: Terapia Manual
Imagens: IMTA e Acervo Pessoal

Nota: O Dr. Ewertom Cordeiro têm formação no Conceito Maitland de Tratamento pelo Advanced Manual Terapy Institute e trabalha com o método há 7 anos.

quarta-feira, 17 de março de 2010

Fisioterapia Manipulativa - Um novo conceito em saúde




A Fisioterapia Manipulativa Ortopédica, também conhecida como Terapia Manual e Manipulativa, é uma área de especialização do Fisioterapeuta que consiste na utilização de técnicas passivas de manipulação e mobilização articular e exercícios terapêuticos no tramento de problemas neuro-músculo-esqueléticos.

Em países como os Estados Unidos, Canadá, Austrália e Inglaterra as técnicas de Manipulação articular são amplamente utilizadas por Fisioterapeutas Ortopédicos no tratamento de dores e limitações de movimento na coluna vertebral e articulações periféricas há várias décadas. No Brasil o movimento de Saúde Baseada em evidências vem fazendo com que diversos profissionais de saúde busquem técnicas eficazes e com evidências científicas. Nesse contexto, de maneira gradativa, os Fisioterapeutas tem se aperfeiçoado em técnicas de terapia manual e manipulativa visando um aumento da resolutividade dos seus tratamentos.

Estudos científicos publicados em revistas internacionais tem demonstrado que a avaliação realizada por Fisioterapeutas Ortopédicos é similar ou melhor do que a realizada através de exames de imagem sofisticados e o tratamento é mais eficaz do que as terapias tradicionais usadas em desordens músculo-esqueléticas (Massagem, Acupuntura, Medicamentos e Fisioterapia convencional).

Para que se obtenham resultados satisfatórios é imprenscindível que o Fisioterapeuta tenha uma formação adequada através de cursos de pós-graduação em Terapia Manipulativa e experiência clínica no diagnóstico e tratamento de disfunções ortopédicas.

O Fisioterapeuta Ortopédico utiliza técnicas de manipulação e mobilização articular para restabelecer o movimento das articulações, recuperando a função e proporcionando a diminuição da dor. Estas manipulações se bem indicadas e aplicadas provocam alívio rápido dos sintomas diminuindo o tempo de tratamento de diversas disfunções ortopédicas.

A Fisioterapia Manipulativa compreende diversos métodos, conceitos e técnicas. Podemos destacar entre estes os Conceitos Maitland, Mulligan, Mckenzie e Mobilização neural.

Dr. Ewertom Cordeiro
Fisioterapeuta - CREFITO 1: 68.272-F
Especialista em Acupuntura pelo IBPEX
Especialista em Osteopatia Pela FCMMG
Osteopata CO pela EBOM
Formação em Matiland, Mulligan e Mobilização Neural