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domingo, 1 de maio de 2011

Fumar pode causar dor nas costas

O cigarro é sempre citado como um dos fatores de risco para doenças respiratórias, do coração (como infarto) e câncer (principalmente os de boca e os de pulmão). No entanto, dificilmente é relacionado com o aparecimento de dores nas costas.

Mas saiba que fumar acelera o aparecimento da hérnia de disco, um desgaste da estrutura da coluna existente entre as vértebras, semelhante a um amortecedor.

A fumaça do cigarro diminui a circulação sanguínea nos platôs sob o disco, evitando que os nutrientes cheguem ao local. O disco resseca, se desgasta mais facilmente e racha, explica João Luiz Pinheiro Franco, neurocirurgião e revisor científico do jornal Spine, a publicação internacional de maior prestígio sobre a coluna.

O problema é progressivo, ou seja, quanto antes o indivíduo começar a fumar, maiores suas chances de desenvolver o problema. Os sintomas iniciais são dores nas costas e um leve inchaço no local, que pode progredir.

“A hérnia pode ser incapacitante se tiver alterações neurológicas associadas. Se houver alteração da condução do nervo para perna, pode ter erro de condução para estímulo de músculo, atrofia e perda de sensibilidade”, alerta Ricardo Nahas, ortopedista do Hospital Nove de Julho.

Fatores de risco

Além do cigarro, obesidade, sedentarismo e herança genética são as características que predispõem o indivíduo ao desenvolvimento da hérnia de disco.

O desgaste nas estruturas da coluna começa naturalmente a partir dos 35 anos. Quem não apresenta nenhum desses fatores dificilmente terá a doença ou suas possíveis complicações. Mas basta que alguém na família tenha histórico do problema, para o risco chegar a 30%. Associado a qualquer um dos fatores acima, esse índice sobe para 50%.



“A predisposição genética é um fator poderoso. A pessoa pode ser magra e saudável e mesmo assim desenvolver um quadro doloroso”, afirma Nahas.

O tipo de trabalho e a carga exercida sobre a coluna também precisam ser analisados. Pessoas que trabalham carregando peso ou em qualquer função que exija da coluna estão mais propensas a apresentar o desgaste.

Prevenção e correção

É difícil prevenir a hérnia de disco em pessoas com forte predisposição genética. No entanto, vale a pena adotar um estilo de vida mais saudável. Exercícios físicos regulares e controle do peso são duas medidas simples que podem ajudar a retardar o aparecimento da hérnia ou até mesmo evitá-la.

Se ela já se instalou, o processo não pode ser revertido, mas os sintomas – principalmente as dores – podem ser contornados. A primeira medida é a melhoria na qualidade de vida. Fisioterapia ou reeducação postural são ferramentas essenciais nesse caminho.

“São tratamentos simples, mas que combatem o processo inflamatório na coluna”, afirma Franco.

“O tratamento inicialmente é clínico com medicação analgésica, anti-inflamatório e fisioterapia. Nos casos de dor muito intensa podemos realizar bloqueios analgésicos perto das raízes nervosas. Nos casos em que há falha desse tratamento ou quando além da dor há uma diminuição de força ou alterações importantes de sensibilidade, realizamos o tratamento cirúrgico”, avalia Luciano Miller, ortopedista da Clínica Colunar.

Dores persistentes na coluna ou na perna por mais de três meses, que não melhoraram com os tratamentos chamados conservadores (fisioterapia e atividades físicas), fazem desse paciente o candidato perfeito para uma intervenção.

“Quando os sintomas passam a prejudicar a qualidade de vida do paciente e os outros métodos falharam, então é indicado um procedimento”, conclui Nahas.

“A descompressão do nervo é realizada por microcirurgia com o uso de microscópio e pequenas incisões, ou por meio de endoscopia que, em alguns pacientes, é realizada apenas com sedação e anestesia local. Com isso o paciente pode ter alta hospitalar no mesmo dia do procedimento”, explica Miller.

Fonte: Jornal Correio Braziliense - Infografista: Valdo Virgo
Extraído de: Blog Fisioterapia & Saúde (Jornal  O Povo)

Agradecimento

Criei este blog com intuito de divulgar meu trabalho bem como as Filosofias e Técnicas de tratamento que utilizo na minha prática clínica diária.

É um blog simples e sem muitas aspirações, mas que objetiva trazer ao público profissional e leigo mais informações sobre Acupuntura e Medicina Tradicional Chinesa, Osteopatia e Fisioterapia Manipulativa (Maitland, Mulligan, Mobilização Neural, Estabilização Segmentar Terapêutica), bem como outros temas de relevância relacionados a estes temas ou a Fisioterapia de uma forma geral.

Creio que o objetivo vem sendo atingido, pois mesmo sem divulgá-lo ele tem crescido em audiência, como mostra o gráfico abaixo, onde é possível observar que no mês de abril tivemos mais de 1200 vizualizações, um número bastante expressivo e que mostra a aceitação do nosso veículo.



Então, deixo aqui meus agradecimentos a todos que tem visitado e divulgado o blog.

Cordial abraço, Ewertom Cordeiro.

sábado, 30 de abril de 2011

Fundamentos da Osteopatia

Um bom vídeo para se entender um pouco sobre os fundamentos da Osteopatia. O vídeo é em Espanhol, mas de fácil entendimento.


Agora outro bom vídeo com uma entrevista sobre osteoapia.


Para maiores informações sobre a Osteopatia entre em contato pelo e-mail: ec.fisioespecializada@gmail.com

Dr. Ewertom Cordeiro
Osteopata CO

terça-feira, 26 de abril de 2011

Estudo britânico confirma propriedade analgésica de hortelã brasileira

Uma xícara de chá de um tipo de hortelã tem propriedades analgésicas equivalentes às de alguns remédios vendidos comercialmente, concluiu um estudo feito na Grã-Bretanha por uma pesquisadora brasileira.

Há séculos, a erva Hyptis crenata, conhecida como hortelã-brava e salva-de-marajó, vem sendo utilizada na medicina popular no Brasil para tratar desde dores de cabeça e estômago até febre e gripe.

Liderada pela brasileira Graciela Rocha, a equipe da Universidade de Newcastle, no nordeste da Inglaterra, fez estudos com ratos e provou que a prática popular tem base científica.

O estudo foi publicado na revista científica Acta Horticulturae.

Graciela Rocha está apresentando seu trabalho no International Symposium on Medicinal and Nutraceutical Plants em Nova Déli, na Índia.

Tradição

De forma a reproduzir os efeitos do tratamento da maneira mais precisa possível, a equipe fez uma pesquisa no Brasil para descobrir como a erva é preparada tradicionalmente e que quantidades devem ser ingeridas.

O método mais comum de uso é ferver a folha seca em água durante 30 minutos e deixar que o líquido esfrie entes de bebê-lo.

Os pesquisadores descobriram que quando a erva é ingerida em doses similares às indicadas na medicina popular, ela é tão efetiva em aliviar a dor como uma droga sintética, do tipo aspirina, chamada indometacina.

A equipe pretende agora iniciar testes clínicos para descobrir quão efetiva a erva é no alívio da dor em humanos.

"Desde que os homens começaram a andar na Terra, temos procurado plantas para curar nossas aflições", disse Graciela Rocha. "Na verdade, calcula-se que mais de 50 mil plantas sejam usadas no mundo com fins medicinais".

"Além disso, mais de a metade de todos os remédios vendidos com receita são baseados em uma molécula que ocorre naturalmente em alguma planta".

"O que fizemos foi pegar uma planta que é amplamente usada para tratar a dor com segurança e provar cientificamente que ela funciona tão bem como algumas drogas sintéticas", disse Rocha.

"O próximo passo é descobrir como e por que a planta funciona".

Sabor da Infância

Graciela disse que se lembra de ter tomado o chá como cura para todas as doenças da sua infância.

Ela disse: "O sabor não é o que a maioria das pessoas na Grã-Bretanha reconheceriam como hortelã".

"Na verdade, ela tem um gosto mais parecido com o da sálvia, que é uma outra erva da família das mentas".

"Não é muito gostoso, mas remédios não tem de ser gostosos, não é?"

A presidente da Chronic Pain Policy Coalition, entidade britânica que trabalha para combater a dor crônica, disse que a pesquisa é interessante.

"São necessários mais estudos para identificar a molécula envolvida, mas este é um estudo interessante sobre um possível novo analgésico para o futuro", disse Beverly Collett.

"Os efeitos de substâncias semelhantes à aspirina são conhecidos desde que os gregos, na Antiguidade, relataram o uso da casca do salgueiro para cortar a febre".

Fonte: BBC Brasil

segunda-feira, 25 de abril de 2011

Pesquisa Clínica em Acupunctura e Moxibustão no Tratamento da Gastrite

Gao Xiyan 高希言1 Yuan Jing 袁静2 Li Huijuan 李慧娟3 e Ren Shan 任珊1


1 Departamento de Acupunctura e Moxibustão da Faculdade de Medicina Chinesa de Henan, Zhengzhou 450008 - China
2 Departamento de Acupunctura e Moxibustão, Sexto Hospital Municipal, Zhengzhou 450052, China
3 Quarto Hospital Municipal, Zhengzhou 450007, China`

Journal of Traditional Chinese Medicine . Ano 5 . Nº 18 . 2007

Objetivo: Observar os efeitos terapêuticos clínicos da Acupunctura e Moxibustão no tratamento da gastrite crônica atrófica (GCA). Metodologia: Os pacientes, que possuíam os requisitos exigidos pelo estudo, foram aleatoriamente divididos em grupos de tratamento por acupunctura (30 casos), acupunctura-moxibustão (30 casos) e grupo de controlo (28 casos). Após dois meses de tratamento procedeu-se à observação dos efeitos terapêuticos através da observação clínica de sinais e sintomas, análises sanguíneas, análises das fezes e urina, comparação das alterações dos níveis de gastrina e das características patológicas, antes, durante e depois do tratamento. Resultados: 1) Os grupos de tratamento mostraram significativa melhoria da sintomatologia, com o grupo de acupunctura-moxibustão a apresentar os melhores resultados terapêuticos. 2) O grupo de acupunctura-moxibustão mostrou claras diferenças na atrofia glandular e metaplasia intestinal, antes e depois do tratamento, com uma eficácia global de 66.67%. 3) O nível de gastrina serosa obteve importantes alterações em qualquer um dos três grupos com tratamentos diferentes, embora se assinale o grupo de acupunctura-moxibustão como o mais eficaz. Conclusão: Acupunctura e Moxibustão oferecem resultados terapêuticos eficazes na gastrite crônica atrófica, especialmente na melhoria dos sintomas. Acupunctura ou acupunctura combinada com moxibustão pode fornecer possibilidades na inversão da tendência de alterações patológicas como a atrofia glandular ou a metaplasia intestinal; a combinação de acupunctura e moxibustão é efectiva, segura, e fiável no tratamento da gastrite crônica atrófica (GCA).

Tradução: João Choy
Leia artigo na íntegra em: http://www.apa-da.pt/apada/shenmen/05.02/tratamento_gastrite_cronica_atrofica.pdf

quarta-feira, 20 de abril de 2011

Terapia Craniosacral

Você conhece a Terapia Craniosacral? Se conhece, sabe como é prazerosa uma sessão…Se nunca ouviu falar, está na hora de conhecer um pouquinho mais a respeito dessa maravilhosa técnica curadora!

Dr. Sutherland, pai da osteopatia craniana, considerava o liquor como a “luz líquida” que carrega a energia da vida, conferindo a ele propriedades curativas distintas:


Melhorar o funcionamento do sistema Craniosacral significa melhorar a circulação do liquor que circula entre as meninges ao redor do cérebro e ao longo de toda coluna vertebral.

Com uma abordagem sutil e não-invasiva, a terapia de integração Craniosacral vem sendo utilizada em casos de dores agudas e crônicas tendo ótimos resultados nos tratamentos contra enxaquecas; problemas visuais e auditivos; labirintites; zumbidos nos ouvidos; problemas de coluna, hérnias de disco e calcificações; problemas menstruais; dificuldades de aprendizado; digestivos e circulatórios; autismo; síndrome de ATM; desequilíbrios psico-emocionais como depressão, stress, ansiedade, cansaço crônico, insônia e no suporte a tratamento de traumas, choques e acidentes.

Dissolvendo-se as tensões físicas e os bloqueios psico-emocionais que interferem no funcionamento saudável do sistema Craniosacral, os mecanismos de auto cura do corpo são ativados, surgindo um estado de profundo relaxamento, integração e bem estar.

Utilização da Osteopatia craniana no tratamento de pacientes com insônia primária crônica

O presente estudo teve como objetivo utilizar alguns recursos da osteopatia craniana no tratamento de pacientes com insônia primária crônica e observar os resultados após 4 semanas de tratamento. Foi realizada avaliação através de questionário e também pela Escala de Epworth, além de avaliação osteopática craniana (escuta craniana, mobilidade sutural). Para o tratamento foram utilizados diversos recursos osteopáticos cranianos para reequilíbrio articular e do Sistema Nervoso Autonomo - SNA. Para a análise dos resultados utilizou-se de comparações pareadas paramétricas entre os valores obtidos antes e após o tratamento, no que diz respeito aos dados da escala de Epworth e do nº de horas de sono. Os resultados observados na Escala de Epworth demonstram uma diminuição significativa com p<0,0001 (p=2,4343-9) e na comparação de horas de sono, antes e após o tratamento, observa-se também um aumento significativo, com p<0,0001 (p=2,7273-6). Vale ressaltar que no presente estudo foi observado um grande número de indivíduos (66,6%) classificados com LEVE segundo a Escala de Epworth, e estes foram os que apresentavam sintomas há menos tempo, portanto, podemos sugerir que o emprego da osteopatia craniana tem melhor eficácio em indivíduos com quadro leve e de curta data de insônia, mesmo sendo considerados crônicos.

Utilização da Osteopatia craniana no tratamento de pacientes com insônia primária crônica

Santos, João Paulo Retondaro dos; Nonaka, Paula Naomi
Ter. man;5(22):357-361, out.-dez. 2007